Boa Forma
Quarta-Feira, 2 de Julho 2008 - 23h48
TODO MUNDO JUNTO Pedalando em grupo, o passeio fica mais agradável e torna o trajeto mais seguro. Praticantes buscam condicionamento físico e diversão
O bom e velho ciclismo nunca cai de moda para quem procura saúde. Mesmo em uma cidade com casos de violência e trânsito agressivo, as pessoas já começam a pensar em idéias alternativas para não abrir mão do esporte, que começa como uma brincadeira na infância, para se tornar prática altamente saudável na idade adulta.
A bioquímica Andresa Bonemer sempre gostou de atividade física, mas foi há três meses que conheceu e ficou encantada com as bikes. Ela faz parte de um grupo de ciclistas amadores que se reúne todo final de semana para andar de bicicleta em trilhas de terra nos arredores de Ribeirão Preto.
Andresa conta que ficou “viciada” na prática e que, mesmo quando dá preguiça, não consegue deixar de pegar sua bike nos finais de semana. O grupo faz trilhas mesmo quando o tempo não colabora.
- É incrível, mas parece que chega uma hora em que o próprio corpo pede. Quem não anda de bicicleta, acha um exagero, mas é porque nunca experimentou, disse Andresa.
Ela afirma que tem medo da violência e que, por isso, não tem coragem de andar sozinha de bike pela cidade. A bioquímica afirma que, além do condicionamento cardiorrespiratório, os passeios de bike ainda proporcionam contato com a natureza e uma vista privilegiada que, muitas vezes, não seria perceptível de carro. A aproximação e a amizade com outros ciclistas também é um ponto forte para quem pratica o esporte.
Alternativa
O advogado Marcelo Mamed Abdalla era um corredor de rua, mas foi obrigado a abandonar o esporte por conta de uma lesão. O ciclismo surgiu como uma alternativa. Hoje, Marcelo, que também faz parte do grupo de Andresa, afirma que a bike virou uma grande paixão.
- No começo andar de bike era apenas uma alternativa, mas hoje virou um hobby muito prazeroso. O contato com a natureza vale a pena, mas também pela turma, que é muito bacana e organizada, disse Marcelo.
Para o advogado, ir aos arredores de Ribeirão é uma solução. Ele acha perigoso andar de bicicleta na cidade e lamenta que Ribeirão, ao contrário de outras cidades, não oferece ciclovias para incentivar a prática do esporte.
Segundo o professor de educação física e personal trainner da Corpore, Gustavo Gironi, que coordena o grupo, os trajetos variam de 30 a 35 quilômetros e para participar basta ter o mínimo de condicionamento físico e os esquipamentos (bicicleta adequada, capacete e luvas).
Gustavo afirma que há sempre orientação e acompanhamento especial para quem está começando. O grupo nunca deixa para trás os ciclistas iniciantes.
O personal afirma ainda que o grupo foi uma solução para quem gosta de bicicleta, mas se via limitado pela questão da violência. Além de estarem em grupo, os participantes também pedalam sempre acompanhados por um segurança de moto no trajeto.