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Quinta-Feira, 3 de Julho 2008 - 0h11

Combate à enchente terá só R$ 1,1 milhão

Eduardo Schiavoni
MATHEUS URENHA Combate à enchente terá só R$ 1,1 milhão INUNDAÇÃO Enchente na avenida Jerônimo Gonçalves, em janeiro deste ano: só R$ 1 mi para 2009

Considerada uma das prioridades da atual administração, o combate às enchentes deve receber, em 2009, apenas R$ 1,1 milhão.
A informação consta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviada pela prefeitura à Câmara, que será votada hoje pelos vereadores. O total é metade dos R$ 2 milhões que devem ser investidos até o fim deste ano.
Segundo especialistas consultados pela reportagem, a prefeitura poderia investir mais, especialmente em ações preventivas.
“O problema é grave e, mesmo com os investimentos feitos em 2008, o problema merecia mais atenção e recursos em 2009”, diz o vereador Gilberto Abreu (PV). O engenheiro civil Augusto de Campos concorda. “Embora recursos federais e estaduais possam surgir, a prefeitura poderia fazer mais”, disse.
Procurado para comentar o caso, o secretário de Governo, Rogélio Genari, não foi encontrado.
Segundo a LDO, Ribeirão deve ter, em 2009, uma arrecadação de R$ 1,079 bilhão. Será a primeira vez que a cidade terá um Orçamento bilionário. O número foi antecipado pelo A Cidade em 15 de junho.
Já os gastos devem ficar em R$ 1,067 bilhão, o que significa que Ribeirão terá um superávit de R$ 12 milhões se as previsões forem concretizadas.

Mais dinheiro
A receita, no entanto, pode ser ainda maior. “Fizemos uma LDO conservadora. Com o crescimento do país, podemos arrecadar mais”, disse Afonso Reis Duarte, secretário da Fazenda de Ribeirão.


Lei é primeiro passo para Orçamento 2009
A LDO é o primeiro passo para a elaboração do Orçamento de 2009. Na LDO, estão presentes todos os projetos desenvolvidos pelo governo municipal, ou seja, onde a prefeitura pretende gastar o dinheiro que arrecada em impostos.
Depois de ser aprovada em duas votações na Câmara, o projeto volta ao Executivo, que analisa as emendas propostas pelos vereadores e faz as distribuições dos recursos.
O projeto, já nomeado como Peça Orçamentária, deve voltar à Câmara até 30 de setembro, onde deve ser votado pelos vereadores até 31 de dezembro para valer a partir de 1º de janeiro do ano seguinte.

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