Jornal A CIDADE

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Quinta-Feira, 3 de Julho 2008 - 0h25

Assassino é torturado

Jucimara de Pauda
WEBER SIAN Assassino é torturado CATIVEIRO PM recolhe material onde Welke teria sido torturado

O principal suspeito do assassinato e decapitação de Cláudio Silva, 53, seu sobrinho Welke da Silva Santos, 21 anos, teria sido torturado e espancado por três homens durante toda a noite de anteontem para ontem, em uma casa no Quintinio Facci 2, de acordo com a Polícia Militar.
O corpo de Cláudio foi encontrado próximo à linha do trem no bairro Quintino Facci 2.
Ontem, Welke foi encontrado por policiais militares em uma casa, com marcas de espancamento nos braços, nas pernas e no rosto. Ele estava amarrado.
Os suspeitos de torturarem o rapaz são Carla Taiana Alves, Eduardo Vale Batista e Leandro Carlos Alves.
A delegada Maria Beatriz Moura Campos indiciou os três em flagrante por seqüestro e tortura.
Eles foram presos e encaminhados para cadeias da região.
O advogado de Eduardo Vale, Fabiano Medeiros Novais, negou que Welke tenha sido torturado.

Uma ameaça
Welke disse à polícia que teria matado o tio porque apanhava dele.
“Ele ameaçava a gente e toda a família. Meu filho mudou muito. Era um menino muito bom, educado, mas desde que começou a usar drogas ficou assim, desnorteado”, disse Marlene Rosa Silva, 53 anos, mãe de Welke.
Ela diz que nos últimos dias não conseguia dormir porque tinha medo do filho.
Ele chegou a colocar um botijão de gás dentro da geladeira pensando que assim poderia matar a mãe.
“Ele achou que quando eu abrisse a porta o botijão fosse explodir e me matar, por isto fiquei com medo dele”, conta a mulher.
Ela acredita que o filho atraiu o tio para a linha de trem e em seguida o matou.
Segundo a polícia, Cláudio foi morto com duas estacas enfiadas no peito e depois foi decapitado. A cabeça foi colocada em uma valeta, próxima ao corpo.
“Não dá para imaginar que o meu menino foi capaz de uma coisa dessas. É muito triste”, diz.
Segundo Marlene, dois dias antes de supostamente matar o tio, o rapaz o ajudou a tomar banho e cortou as unhas dele.
“Eles sempre se deram bem. Não sei o que aconteceu. Acho que meu filho está perturbado por causa das drogas. Procurei atendimento para ele, mas não consegui”, afirma.
Ontem, a delegada Maria Beatriz Moura Campos pediu a prisão temporária do rapaz, mas até o fechamento desta edição a Justiça ainda não havia se manifestado sobre o caso.

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