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Quinta-Feira, 3 de Julho 2008 - 0h28 O setor de cosméticos vive fase tão aquecida que tornou o Brasil no terceiro maior consumidor mundial de sabonetes, loções e protetores solares. E se depender da Nivea, uma das grandes fabricantes do setor, nem o aumento da inflação vai frear o avanço do mercado desses produtos.
“O consumo não será afetado e, em nosso caso, deveremos crescer a participação do mercado em 20% nesse ano”, disse Nicolas Fischer, que ontem à tarde visitou A Cidade depois de fazer palestra, no final da manhã, em evento da regional da Câmara Americana de Comércio (Amcham).
“A inflação pressiona valores de alguns insumos, mas também importamos outros e o real, que está forte, barateia os preços dessas matérias-primas”, comentou.
Segundo Fischer, o avanço da classe C como consumidora ampliou o mercado de cosméticos e já representa, no caso da Nivea, 40% de suas vendas. Em sua opinião, o brasileiro - principalmente a mulher - não irá reduzir o consumo.
“Desenvolvemos produtos específicos para o Brasil”, disse. E exemplifica: “ao contrário do europeu, o brasileiro quer um protetor solar que também promova bronzeamento”.