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Rodas e Cia

Terça-Feira, 8 de Julho 2008 - 23h10

Ribeirão em 3 rodas

Willian von Söhsten
J.F.PIMENTA Ribeirão em 3 rodas NINGUÉM SEGURA José Adalberto De Avilla, o Dadá (à frente), e o amigo Alberto Antonelli (logo atrás); paixão pelos brinquedões de 3 rodas

Os triciclistas são como os motoqueiros, só gostam de ter uma roda a mais. “É um veículo extremamente seguro, confortável e prazeroso de dirigir”, diz o empresário ribeirão-pretano José Adalberto De Avilla, o Dadá, membro do clube Trikers e fabricante dessas máquinas.
O grupo de Dadá é formado por 21 triciclistas, nove deles de Ribeirão. O negócio desse pessoal é desbravar as estradas pelo mundão afora. Por onde passam, não há quem não olhe.
Na estrada, a sensação de liberdade com vento no rosto, fica ainda melhor com o conforto desses três-rodas. Os bancos mais parecem as famosas “poltronas do papai”, tanto para o piloto como para o passageiro.

Paisagens
As pernas vão bem esticadas, a posição do guidão não cansa os braços e o motor responde ao menor estímulo do acelerador. “É só sentar, acelerar e aproveitar as lindas paisagens do Brasil”, diz Dadá.
Pelo menos uma vez por mês, o grupo se reúne para gastar os pneus rumo a mais um lugar interessante. São Roque, Vinhedo, Penedo, Brotas, Camboriú, são alguns desses destinos. A maior viagem foi para o Sul: 3 mil quilômetros rodados.
A autonomia desses brinquedões é de 300 km com um tanque de combustível, que aliás, é flex, aceitando álcool e gasolina. “Dá para viajar com tranqüilidade”, garante Dadá.


Fábrica de brinquedo
A paixão de Dadá pelas grandalhonas de 650 kg surgiu há cinco anos. “Eu sempre andei de moto, mas depois que minhas filhas nasceram fiquei mais receoso. Só depois de algum tempo que resolvi comprar um triciclo, que é muito mais seguro”. Da paixão por dirigir, veio a vontade de fabricar. Desde então, junto com os amigos Alberto Antonelli e Marcos Cesar dos Santos, começou a construir essas máquinas estradeiras, uma atividade que já dura quatro anos, na oficina na rua Luiz Barreto. Fabricar uma máquina dessas exige tempo e dedicação. Em média, cada triciclo demora um mês para ficar pronto.
Um triciclo mais simples, com motor Volkswagen 1.6 e sem muitos detalhes, fica na casa dos R$ 25 mil. Já um veículo com motor AP, com injeção eletrônica e apetrechos como GPS, comunicador entre capacetes e outras tecnologias mais, pode facilmente passar dos R$ 35 mil.
Em alguns casos, a potência chega a 250 cavalos, com auxílio de turbo. A manutenção é igual a de um carro. Para quem quer ter um triciclo, gastar menos e, ainda por cima, ter o prazer de montar sua própria máquina, o ideal é comprar um kit. Nele há bancos, pára-lamas dianteiros e traseiros, painel de instrumentos, tanques de combustível em aço inox, guidão, suporte de pára-lamas traseiros e dianteiros, conjunto de amortecedor dianteiro, a lista vai longe. O valor a ser desembolsado é de R$ 15 mil.
“Só a mão-de-obra fica por conta do futuro triciclista”, diz Dadá.

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