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Rodas e Cia

Terça-Feira, 15 de Julho 2008 - 22h30

Tambor, disco ou ABS

Willian von Söhsten
DIVULGAÇÃO Tambor, disco ou ABS SEM TRAVAR Com o sistema ABS, as rodas não travam, portanto não há derrapagem. O sistema de antitravamento de freios tem quatro sensores de rotação, um em cada roda

Várias coisas são importantes quando o assunto é segurança ao volante. Mas o primeiro item que vem à cabeça é o sistema de freios. Eles são projetados para que o carro tenha uma capacidade de desaceleração várias vezes maior que sua capacidade de aceleração.
Quando se pisa no pedal do freio, um fluido (em geral óleo) é comprimido e essa pressão se estende sobre todo o sistema, fazendo com que as pinças (no caso dos freios a disco) se movam e entrem em atrito com o disco, provocando a frenagem.
O cilindro-mestre, também chamado de “burrinho”, é onde se gera a pressão inicial do fluido hidráulico. Conforme o motorista pisa no freio, mais óleo é bombeado para a tubulação. Tudo em isso em alguns décimos de segundo.
É muito importante que o motorista conheça o uso adequado dos freios. Muito da vida dos freios - e mesmo do veículo e do próprio motorista - depende da maneira como eles são usados.
Acelerar e frear bruscamente resulta sempre num desgaste excessivo dos componentes. Também não se deve deixar toda a capacidade de frear o veículo exclusivamente para os freios.
O melhor é deixar o “freio do motor” ajudar nas reduções de marcha. E é importante fazer a revisão preventiva dos freios a cada 10 mil quilômetros, pelo menos.

Tipos
Basicamente, hoje, existem três tipos de freio para carros: a tambor, a disco e ABS. O mais comum é o sistema a disco nas rodas da frente e freio por tambor nas rodas traseiras.
Segundo o técnico em freios Wilson Guimarães da Silva, da Mega Freios, a relação de frenagem dos veículos está em 70% na frente e 30% na traseira. “Por isso, o uso de disco pelo menos na frente, pois sua resposta é mais imediata. Porém o sistema de tambor é mais resistente aos desgastes do tempo”.


Tambor
Esse tipo de freio trabalha com um tempo de resposta maior que o freio a disco. Isso porque as lonas que vão frear o carro estão a uma distância maior da área de atrito. Duas sapatas de aço são empurradas contra o tambor, pela compressão do óleo. Sobre essas duas sapatas são rebitadas as chamadas “lonas” de freio, que entram em atrito com o tambor e fazem a frenagem. Este sistema, ainda comum nas rodas traseiras da maioria dos veículos, caminha para o desuso nos veículos leves e mais modernos.

A disco
O funcionamento é parecido com o de uma bicicleta. Nesse caso, quando se aperta a alavanca de freio no guidão, as sapatas são pressionadas contra a roda. No caso dos carros, sobre o eixo da roda, há um disco de aço. Contra ele são empurradas duas sapatas por ação de dois cilindros de freios. Com o passar do tempo, novas tecnologias surgiram para resfriar ainda mais os discos de freio. Furos ajudam na penetração de vento. Assim se evita que a temperatura fique tão elevada e rache o disco.

ABS
Conhecido mundialmente como ABS (antilock brake system), o sistema de antitravamento de freios tem quatro sensores de rotação, um em cada roda. Sua função é evitar o travamento nas frenagens. Assim o motorista pode pisar fundo no freio. Ele trabalha em X. Faz com que a roda dianteira direita freie junto com a traseira esquerda, enquanto as demais rodam. Em fração de segundos o sistema altera a pressão do óleo para que as freadas voltem a rodar e as outras sejam brecadas.

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