Rodas e Cia
Terça-Feira, 15 de Julho 2008 - 22h45
O SOM SEM FIM Com entrada para aparelhos como o iPod, som do carro pode tocar horas de música
A tecnologia dos sons automotivos não pára de evoluir. Mal chegou o MP3 e já foram incorporados o sistema USB e SD aos players, que, em alguns casos, também trazem o DVD.
Para ter tudo isso em um único aparelho, o consumidor desembolsa de R$ 320 a R$ 2 mil, dependendo dos “opcionais” e da marca. Luiz Fernando Nicolini, gerente da Valério Som, explica que hoje 70% das vendas da loja são de aparelhos que reproduzem, pelo menos, o MP3.
“A diferença de preço entre um som que não toca MP3 e um que toca, fica na casa dos R$ 80. É muito pouco, aí as pessoas preferem optar por essa comodidade”.
Um CD de áudio possui, em média, 700 megabytes de memória, o suficiente para gravar 70 minutos de música em formato comum. Se o aparelho tem a capacidade de ler arquivos em MP3, essa “carga horária” sobe para cerca de 700 minutos de música.
Muita música
Ou seja, se em um som normal você ouve um CD com até 20 músicas, com MP3 dá para ir até São Paulo e voltar duas vezes, sem repetir nenhuma canção.
Se isso tudo já é possível com um CD, imagine com uma entrada USB. Muito comuns no mercado e com preço relativamente baixo, esses “chaveirinhos” chamados de pen drive oferecem até 8 gigabytes, 11 vezes mais que um CD, por menos de R$ 50.
Os cartões SD ainda não são muito comuns de se ver. São os mesmos utilizados em máquinas digitais. Muitos celulares hoje em dia são equipados com Mini-SD, cartõezinhos de memória, com até 4 gigas de capacidade.
Com o auxílio de um adaptador, ele se transforma em um SD e pode ser lido por alguns aparelhos de som do mercado.
Rogério Aparecido Dias tem um som potente em seu carro. Para fazer jus a tantos alto-falantes, o aparelho é um Napoli DVD-TV 4335, que funciona com toque na tela, lê todos os formatos e ainda possui entrada USB. Tudo por módicos R$ 1 mil. “Para quem gosta de som, o aparelho é ótimo”.
Vendido há 2 anos, Bluetooh ganha novos adeptos no país
O Bluetooth (padrão global de comunicação sem fio para a troca de dados entre aparelhos compatíveis) está disponível nos rádios automotivos há dois anos e conquista novos adeptos a cada dia. A justificativa é simples. Quem tem um celular e um rádio com o sistema, fala ao telefone sem tirar as mãos do volante. Contudo, as funções do recurso vão além. Hoje, os rádios com Bluetooth executam músicas guardadas no celular, reproduzem torpedos no viva-voz (como o Blue&Me, da Fiat) e armazenam a agenda de contatos do telefone.
“O Bluetooth é um canal de conexão com o sistema de som que permite total convergência com o celular”, diz o gerente de Marketing da Pioneer, André Andrade. O executivo estima que 20% dos sons automotivos da atualidade tenham Bluetooth.
“A intenção é permitir o máximo de interatividade com os aparelhos do dia-a-dia também dentro do carro”, justifica o supervisor de Engenharia Elétrica da Volkswagen, Alexandre Navarro. Ele diz que em breve os rádios originais VW com Bluetooth poderão ser pareados aos navegadores GPS. Então, nas caixas de som, o motorista terá a narração do trajeto e no visor do painel, o resumo das indicações do percurso. (AE)