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Rodas e Cia

Terça-Feira, 22 de Julho 2008 - 22h48

Vendendo meu carro

F.L.PITON Vendendo meu carro NO FEIRÃO Bom lugar para pesquisar preços e negociar o carro, mas feirão não paga tão bem quanto a venda direta a particular

Há várias maneiras de vender seu carro usado. Rodas & Cia saiu às ruas para mostrar as opções, levantando os prós e contras de cada uma delas.
O nosso teste simulou a venda do meu próprio carro, um Corsa Wind 1.0 MPFI - EFI 2p, ano e modelo 1996, à gasolina, com quase 102.000 quilômetros rodados – totalmente quitado.
O primeiro passo foi descobrir o valor que poderia cobrar pelo carro. Um bom começo é consultar a tabela da Fipe.
Segundo a entidade, meu carro vale R$ 11.751. Mas só se consegue algo próximo disse na venda direta para particulares, sem intermediários.
O gerente de vendas da Ribrauto, Marco Tabajara, diz que é difícil alcançar o valor da tabela, que é médio e não avalia o estado particular de cada veículo. Para ele, conseguiria no máximo R$ 10,5 mil, mesmo vendendo direto.
Possivelmente, seria preciso reservar uma parte do dinheiro para comprar remédio para dor de cabeça.
“Qualquer problema que o carro apresente, o novo proprietário irá procurar o dono antigo para pedir ressarcimentos”, diz Tabajara.

Na concessionária
Esse tipo de situação não aconteceria se usasse o carro como entrada na compra de um seminovo ou zero quilômetro em uma concessionária.
A autorizada passa a ser totalmente responsável pelo veículo após aceitar o negócio. “O antigo dono não pode ser acionado, mesmo que funda o motor”, diz Tabajara.
O problema é que aí o preço cai. Ofereci a uma concessionária meu Corsa, e eles me ofereceram só R$ 8,5 mil como entrada para qualquer zero quilômetro.
Mas há a vantagem de negócio imediato, o que não aconteceria nas vendas particulares.


Feirão e consignação pagam mais que concessionária
Proposta um pouco melhor eu recebi no feirão de seminovos. Na compra de um Corsa Sedan 2003, prata, 1.0, à gasolina, 4p, avaliado a R$ 20 mil, a nossa cobaia valeria R$ 9 mil de entrada. O restante ainda poderia ser financiado em até 60 meses.
No mesmo local, um modelo semelhante ao meu, vinho, e com pára-choques na cor do veículo, estava sendo vendido a R$ 11.500.
Especialistas recomendam cuidado ao negociar veículos em feiras. Embora exista muita gente honesta trabalhando, estes eventos podem atrair bandidos camuflados.
Para quem não tem pressa na venda, boa opção é a consignação. Por uma comissão que varia de 3% a 5%, dependendo do carro, a loja especializada faz toda a intermediação do negócio.
“O cliente só vem aqui duas vezes: trazer o carro e pegar o dinheiro depois da venda”, diz o diretor da Fagiauto, Luiz Fagion.

Taxa
A loja também cobra uma taxa mínima de R$ 150 para preparar o carro, o que envolve processos de lavagem, polimento e cristalização. Outros reparos, como serviços de funilaria, podem demandar mais recursos. Meu carro precisaria de mais R$ 300 na pintura dos pára-choques.
Se neste sistema encontrássemos comprador disposto a aceitar o preço de R$ 11 mil, meu Corsa pagaria comissão de 4% (R$ 440) à agência. Sairia do negócio com R$ 10.110. A garantia de três meses ainda seria responsabilidade da loja.
Prós e contras colocados na balança, a melhor opção depende de cada caso e de cada vendedor. Mas fazer uma boa pesquisa antes de vender vale para todos os casos. Só assim a gente fecha o melhor negócio.


E se você quiser comprar um usado?
A compra de um carro usado também exige atenção para se fechar um bom negócio. O comprador tem que fazer uma série de análises para verificar se o veículo está em boas condições.
É melhor que as inspeções sejam feitas com ajuda de um especialista, para ver se automóvel está muito avariado, na parte de funilaria e na mecânica.
“O vendedor pode dar regulada no motor para o veículo durar só o tempo da garantia ou dar uma maquiada na funilaria. Um mecânico consegue detectar isso”, diz vistoriador Rodrigo Gomes, diretor da 3ª Visão, empresa de perícias.
Fundamental é dirigir o carro antes de fechar o negócio. “Às vezes, o carro está esteticamente bonito, mas com problemas mecânicos. Ao dirigir dá para verificar se há barulhos na suspensão ou alguma folga na direção”, completa Gomes.
O comprador também deve investigar se número do chassi gravado no motor, no vidro ou em outros locais é o mesmo descrito no documento do carro. Também é necessário consultar o Detran para averiguar a regularidade e os débitos dos veículos.
O Código de Defesa do Consumidor não abrange negócios feitos de pessoa física para pessoa física – compreende apenas as compras realizadas por pessoas jurídicas.
Por isso, comprar em lojas e revendas autorizadas e concessionárias é mais seguro – estes estabelecimentos oferecem garantia e nota fiscal. Se houver algum problema, o comprador sabe a quem recorrer.



Teste o carro
Antes de comprar um usado, é fundamental dar umas voltas com o carro e pedir inspeção a um mecânico de confiança


Na hora
de comprar

- Solicite ajuda de mecânico de confiança para vistoriar o carro.
- Inspecione o carro à luz do dia.
- Verifique se o carro não é roubado.
- Veja se os documentos do carro estão em ordem
- Cheque as características do carro com o documento: ano, marca, número do chassi, cor etc.
- Veja se não há sinais de adulteração, como pontos de solda irregulares na
identificação do chassi.
- Consulte, junto ao Detran e à polícia, se há informações sobre furtos, multas e bloqueios judiciais.



SERVIÇO
Ribrauto
Rua Camilo de Matos, 2211
Fone: (16) 3512-4141
Fagiauto Veículos
Avenida Treze de Maio, 180
Fone: (16) 3624-0076
Terceira Visão Perícias e Vistorias
Rua Henrique Dumont, 1288
Fone: (16) 3624-5341



LUIZ ADOLFO
Especial para o Rodas & Cia.

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