Hamilton de Andrade Lemos
Terça-Feira, 22 de Julho 2008 - 23h28 O Sílvio brigou com a Rosa. A Rosa quis revidar. Gilberto chamou o Cícero, lá fora para brigar. Parece canção de roda, mas é apenas a realidade. O bicho andou pegando lá na Câmara. E eu perdi um espetáculo destes.
Mesmo não estando presente, o que ajudaria a aumentar o constrangimento no local, faço aqui minha torcida para que palestras enriquecedoras como a relatada, se repitam amiúde.
Eu mesmo sempre fui partidário de que questões fundamentais aos interesses do munícipe deveriam ser mais discutidas na chamada “Casa do Povo”. Já as questões de interesse dos próprios vereadores, que sejam discutidas num ringue, de preferência a tapas. A violência, somente neste caso, pode nos livrar a todos de problemas maiores. Sugiro arenas romanas, com todos os atributos da época, a saber, leões, lanças e espadas. Talvez seja uma maneira de controlar, através de métodos naturais, o número de vereadores.
Só não entendi, apesar da leitura atenta, quem defendia o quê, quem ofendeu quem, quem estava errado e quem estava certo, se é que havia participante nesta última classificação. Evoco minha finada avó, repetindo uma de suas sábias perguntas retóricas: se nunca se deram bem, porque é que estão brigando agora?
Pode ser que o bafa-bafa seja apenas efeito das eleições que se aproximam, deixando os humores em ponto de bala, literalmente. Afinal, são todos amigos.
Obviamente, o pacato leitor deve estar pensando que seria mais civilizado que nossos representantes debatessem somente no campo das idéias. Mas, em tempos de pragmatismo, idéia é um romantismo ultrapassado. E aos que não gostarem, peço desculpas se os ofendi.