Jornal A CIDADE

Júlio Chiavenato

Sexta-Feira, 8 de Agosto 2008 - 22h57

Malsão


Para não fazer o jogo deles nem chatear o leitor, é a última vez que comento as “respostas” dos paus-mandados do doutor prefeito, cuja ficha suja não o impede de ser candidato pela quinta vez e que teve outra conta reprovada pelo Tribunal de Contas do Estado: ele gastou menos do que a lei manda na área de Educação.
O último a reclamar é o doutor secretário Hemil Riscala. Gasta metade da sua carta para dizer que eu sou meio burro e ignorante (também acho). Outra metade para cantar os progressos feitos na área da Saúde pelo doutor prefeito Welson Gasparini. Devia cantar essas conquistas para os defuntos que morreram dentro das unidades de saúde. A cada morte e a cada notícia envolvendo a má gestão na Saúde, os jornais abriram manchetes e este chato que vos chateia fez algum comentário.
Mas estávamos longe das eleições. Não mandaram uma cartinha sequer. Nem pediram desculpas às viúvas, viúvos e órfãos. Disseram que tudo ia bem e melhoraria. Parece que sim, faz alguns meses que não morre ninguém por falta de socorro, toc, toc, toc.
Mas chegam as eleições. O doutor prefeito precisa de uma virada. E os fiéis escudeiros ou vigilantes do doutor prefeito, entopem de cartas o espaço que A Cidade diz ser “Dos leitores”. Os jornalistas são bonzinhos e publicam, sem editar, embora cortem e editem quase metade do que os “leitores comuns” escrevem. Como eu sou mal educado e pouco ligo para o bom comportamento, meu compromisso é com o leitor, não preciso ser “bonzinho” com ninguém.
Pela carta do doutor secretário interino a Saúde vai muito bem, no melhor dos mundos, como o doutor Pangloss desconfiava. Mandem cartas para o pessoal que definha nas filas, eles não sabem que tudo melhorou.

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