Jornal A CIDADE

Hamilton de Andrade Lemos

Sexta-Feira, 8 de Agosto 2008 - 22h57

Lasanha assassina


Quebrei o dedo do pé. Ataque noturno de um sofá violento. E não é a primeira vez. Portanto, vendo um sofá. Propostas para esta redação.
Apesar do infortúnio, me dei por muito sortudo quando soube desta outra notícia. Uma americana foi presa por agredir o marido com uma lasanha. E pare de rir! O assunto é muito sério. Dá a dimensão dos inúmeros perigos que nos aguarda no conforto do lar. É aquele negócio: você pensa que está seguro em casa e ploft, lá vem uma lasanha da cabeça.
Lembra muito aquele comercial que mostrava um senhor idoso praticante de alpinismo. Oitenta anos e trepando no morro. Impressionante. À família, preocupada, dizia que o que mata é ervilha, citando um amigo que havia falecido à mesa, engasgado com o vegetal.
Mas na tal notícia, a lasanha em questão estava congelada e mulher agressora, durante uma acalorada discussão, atirou a iguaria no marido. Segundo os policiais que atenderam a ocorrência, o tal marido correu grande risco, visto que era uma lasanha com mais de um quilo, numa textura próxima à de um paralelepípedo.
Em virtude da raiva e complexão física da mulher, avalia-se que a lasanha chegou à cabeça da vítima com uma velocidade acima de 60 quilômetros horários.
De bom mesmo, a virtude da notícia é o ensinamento de que não só o alimento rico em gorduras e açúcares pode lavar à morte. Por via das dúvidas, estou desativando o congelador da minha geladeira. Nem fôrma de gelo permito mais em casa.
Para ser ainda mais cuidadoso, sugiro ainda o uso de marmitas de alumínio e talheres de plástico. Afinal, já se foi o tempo em que caldo quente de galinha não fazia mal a ninguém.

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