Igor Ramos
Sabado, 9 de Agosto 2008 - 0h16 Técnico 1
As estatísticas mostram: a cada três meses o Botafogo troca técnico. São números que ratificam esta condição. Karmino Colombini, que ao meu ver, nem deveria ter vindo, foi demitido após uma única derrota. Algo também incompreensível, afinal que julgamento é este que se faz do trabalho? Os critérios são confusos. Quais são os objetivos do Botafogo nesta Copa?
Infelizmente Colombini não teria utilidade alguma ao Botafogo e seria dispensado após a Copa Paulista. Acabou saindo antes.
Técnico 2
Vejo pelo lado bom também. O Botafogo está tendo a chance de reparar um equívoco com a lacuna deixada por Colombini. Quem acompanha esta coluna vai se lembrar que citei meses atrás, que o Botafogo deveria contratar alguém já pensando no Paulistão.
E não um técnico com prazo de validade como Karmino. Um treinador que assumiria agora sabedor de que no Paulistão estaria na função de auxiliar e que o seu trabalho na Copa Paulista seria para servir de referência para o técnico que está por vir. Ou seja, o técnico de hoje seria o auxiliar de amanhã, afinal é impossível trazer um treinador de ponta em agosto, com o Campeonato Brasileiro [onde estão os melhores] em andamento.
Nomes
Esta coluna tem informações seguras dos quatro profissionais que encabeçam a lista dos treinadores que são favoritos a assumir o comando no final do ano, visando o Paulistão. Para a Copa Paulista, tudo é possível, até um novo Karmino.
Momento
Para o momento, o Botafogo deveria apostar em alguém de dentro do clube. José Galli poderia assumir a função e o Botafogo economizaria algum dinheiro, pois já paga ao gerente de futebol o seu salário e as parcelas do acordo trabalhista. Mas ao que parece, Galli quer mesmo se dedicar ao trabalho extracampo. E tem este direito. Da Bahia ainda não tem o perfil para ser efetivado agora, tampouco para ser um auxiliar em 2009. Seria talvez um bom momento para dar chance a um profissional da cidade. Roberto Palmieri é uma opção. Uma solução econômica que poderia render frutos.
Comercial
O Comercial decidiu abolir as concentrações em hóteis antes dos jogos. Ao mesmo tempo é um castigo aos jogadores e uma medida econômica. Demorou. Nesta Copa FPF, onde cada jogo fora custa cerca de R$ 3 mil, quanto menos gastar melhor. Aliás, não disputá-la às vezes é melhor negócio.