Hamilton de Andrade Lemos
Sabado, 9 de Agosto 2008 - 17h6 Quando digo pais, pelo menos hoje, estou me referindo àquele sujeito do sexo masculino, que participou com um cromossomo disso que é você. Se você é um galalau, o cromossomo doado generosamente e, espero, com muito prazer, foi o Y. Só os pais o possuem. Mas se você é uma fêmea, agradeça também ao papai. É ele quem decide o que você vai ser.
Daí para frente, pai não manda mais em nada ou em quase nada. Logo que acabam de nascer, os filhos são transferidos para a guarda da mãe, que passa a ter 100% dos direitos sobre os rebentos. Entre estes direitos, está o de receber um presente melhor no dia delas.
Caso você seja, como eu, um pai, corrija-me se estiver mentindo. No dia das mães, lá vem aqueles pacotes enormes com presentões caros, um de cada filho, todos pagos por você. Em contrapartida, no dia dos pais, os de melhor sorte recebem aquele embrulhinho mirrado, contendo algo insípido como um lenço ou uma gravata ou uma camiseta ou qualquer outra coisa de pouca utilidade para você. E, mesmo neste caso, quem paga continua sendo o papai aí.
Obviamente, quando a querida mamãe de seus filhos, mais os amados frutos do casamento, juntos, foram ao shopping comprar o seu rico presente, aproveitaram para ver umas “coisinhas” pelas lojas, saindo de lá com várias sacolas e um certo cartão de crédito em petição de miséria.
Por conta destas e outras circunstâncias é que tenho um cunhado que diz que a única alegria que filho dá ao pai, acontece 9 meses antes dele nascer. Acho exagero. Até um pouco de mau gosto. Inclusive, passarei este dia dos pais tentando lembrar de todas as outras alegrias, que no momento não me ocorrem.