Igor Ramos
Quarta-Feira, 13 de Agosto 2008 - 0h13 Troca-troca
Dez treinadores em três anos. Uma média de três técnicos por ano, ou uma mudança a cada quatro meses. Estes são números do Botafogo, mas de muitos outros clubes do Brasil.
Eles mostram o quanto é penoso o trabalho sem planejamento. É bem verdade que o Botafogo conseguiu até subir para a primeira divisão neste período de trocas freqüentes, mas a lógica aponta que o trabalho de médio prazo tem muito mais chances de dar certo.
Vamos ver que futuro espera Fahel Júnior.
Botafogo
O novo treinador é sem dúvida um dos melhores, se não for o melhor, da Copa Paulista. Porém para o estadual do ano que vem estará na lista dos debutantes. Jamais trabalhou na primeira divisão e se sobreviver no cargo até lá, o que é muito provável, terá a missão de manter o Bota na elite. O segredo do sucesso no Paulistão não estará no técnico, mas sim no elenco que será montado. Com cabeças de bagre, nem Luxemburgo ou Felipão resolvem. A competência de Fahel começará a ser medida a partir das indicações que ele fará para a diretoria contratar.
Futebol feminino
O futebol continuará por décadas e décadas sendo um esporte apaixonante, imprevisível e o mais popular. Mas é o que mais rapidamente se torna chato e burocrático. Cada vez mais pegado, marcado e com a força predominando sobre o talento, o futebol nos brinda com um pouco de arte apenas quando é jogado pelas mulheres. O fut feminino, com algumas jogadas de efeito, das fenomenais Marta e Cristiane, nos remete aos tempos românticos do futebol masculino, onde os gols saíam em abundância assim como as jogadas de efeito.
Série B
O Corinthians encerrou a Série B com o título simbólico de campeão do 1º turno. Mas vê muitos concorrentes se aproximarem na briga pela ponta e também por uma das quatro vagas. A gordurinha do começo do campeonato já está sendo queimada e o Timão terá dificuldades até o final da competição. O acesso é muito provável, já o título só virá com muito suor e mudança de atitude.
Renan
O goleiro do Inter foi negociado com o Valencia da Espanha. A escolha de Dunga sobre o titular na Olimpíada foi contestada, pois Diego Alves vinha se preparando nas férias e trazia na bagagem uma excelente temporada na Espanha e três convocações seguidas. Melhor acreditar que Dunga não se deixou influenciar (e participou indiretamente) pela eminência de uma negociação do goleiro gaúcho.