Hamilton de Andrade Lemos
Sabado, 16 de Agosto 2008 - 0h41 Outro dia tivemos a visita de um candidato a vereador em meu ambiente de trabalho. Chegou, pediu licença (10 minutos), deu seu recado, respondeu perguntas dos interessados, distribuiu seu santinho e foi embora. Uma visita rápida, educada, objetiva e legítima.
Não são todos que têm a coragem de fazer igual. Muitos se escondem atrás da propaganda, talvez porque tenham o rabo preso ou não saibam o que dizer diante de perguntas difíceis. Na verdade, as perguntas são bem fáceis. As respostas é que são complicadas.
Pois bem. A prática da visita pode ser um bom divisor entre os bons e maus candidatos. Ela demonstra, por si, que o candidato está aberto a expor idéias e propostas. Também permite que o eleitor, sem chatear-se demais, conheça pessoalmente o naipe do cidadão que quer compor o legislativo de sua cidade. Como você sabe, a qualidade do legislativo (a Câmara de Vereadores) é tão importante quanto a equipe do executivo (prefeito e secretários), pois é quem propõe as leis para que sejam votadas.
Deixando de lado o histórico preconceito do brasileiro em relação à política e seus integrantes, muita vez fundamentado, seria útil que os eleitores recebessem estas visitas em suas empresas, associações e clubes.
Ao visitar pessoalmente seu bairro, por exemplo, o candidato está se comprometendo muito mais com você e com uma performance razoável, caso eleito. Depois, fica bem mais fácil bater no ombro do sujeito para cobrar as promessas de campanha.
Por isso, se possível, peça que ele documente suas intenções por escrito. E não custa nada pegar assinatura, número do RG e do CPF. Talvez ajude mais tarde.