Hamilton de Andrade Lemos
Sabado, 16 de Agosto 2008 - 21h13 Começa esta semana o show de horror. Vem aí a propaganda eleitoral na televisão. Gente despreparada, dizendo bobagens como “você me conhece, eu sou o fulano de tal que vende paçoquinha”. Cômico, se não fosse trágico.
Chegam também os candidatos superpoderosos mostrando seus feitos heróicos. Mostram somente o que lhes interessa, da forma como interessa, em edições primorosas. Se me permitem um palpite, por serem feitos desta forma, estes programas não servem para nada, pois são fracionados, incompletos e tendenciosos.
Por outro lado, os debates são bem mais interessantes e úteis. Deveria haver pelo menos um por dia. Melhor ainda, deveríamos colocar todos os candidatos numa mesma casa, durante o período eleitoral, acompanhando tudo o que dissessem pela televisão.
Veja que glória de idéia. Pelo telefone, poderíamos fazer perguntas a determinado candidato, propor provas como abrir seus sigilos bancários e até mandar este ou aquele para o paredão. Que sistema moderno!
Outra possibilidade é observar o que o candidato faz debaixo do edredom. Ou debaixo do pano. Dá pra ver também quem não quer nada com o pesado, não ajuda na cozinha, não lava os pratos e não toma banho. Candidato sujo não ganha voto.
A piscina seria vetada, para não privilegiar os candidatos do sexo feminino. Também porque não seria nada bonito ver certos candidatos de sunga. Imagine só!
Só um detalhe me escapa nesta idéia. Quem poderia ser o Bial eleitoral. Tem que ser sério, justo, acima de qualquer suspeita e absolutamente independente em suas decisões. Pensei, pensei, pensei e não consegui chegar a uma conclusão. Mandem sugestões para esta coluna.