Jornal A CIDADE

Vicente Golfeto

Quarta-Feira, 20 de Agosto 2008 - 0h9

Esforço de marketing


Modernamente, ser é ser notado. Assim, administradores precisam – para ser bem avaliados – mostrar o que fazem como governantes de cidades. Estamos falando de governos locais. Que estão prestes a ser renovados no pleito de outubro próximo futuro.
Desta necessidade nasce o que se denomina de marketing político. Mas ele tem sido, em muitos aspectos, adulterado. O que no passado se chamava de demagogia, atualmente se denomina de marketing. O eleitor precisa ficar esperto.
Os governantes, candidatos à reeleição, podem ou não ter ganho o coração do povo. Que é o que efetivamente conta no momento da decisão, do voto. Não há nada mais emocional do que uma eleição, não é verdade? Pois bem, pensamento popular nos diz que “os olhos costumam não ver quando o coração não quer”. Traduzindo: não adianta falar para a mãe que o seu filho é drogado. Se o coração não deixar – e geralmente não deixa – ela não verá e não aceitará. O mesmo vale para candidatos contrários a governantes, caso estes tenham ganho o coração do povo. Mostrar o que a cidade não tem é tentar levar a verdade à visão. Mas o coração, como pálpebra dos olhos, impedirá que o eleitor veja. O mesmo vale para o governante. Que tenha perdido o coração do eleitor. Ele poderá mostrar tudo o que fez. Que pode ser muito. Mas, se o que vai decidir não quiser ver, porque o coração não está deixando, ele não verá. E tudo ficará como antes.
Os marqueteiros realmente terão tarefa muito grande tanto de um lado quanto de outro. Porque sabem que o que estamos dizendo é um fato.
Agora, perguntamos: como chegar ao coração, que os gregos entendiam ser a séde da memória? Através da audição. O ouvido – dissemos certa vez – é a porta de acesso ao coração. E a audição pode ser combinada com a visão. Ambas podem ser temperadas com a imaginação, fazendo o eleitor sonhar. Sonho é a matéria-prima com que se faz esperança.

  • Imprimir
  • Enviar

É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso sem autorização escrita da Empresa Jornalistica Orestes Lopes de Camargo S\A
ARZ