Jornal A CIDADE

Igor Ramos

Quinta-Feira, 21 de Agosto 2008 - 0h7

De olho na Área


Perdeu o respeito 1

O jornalista norte-americano Grant Wahl não poupou críticas a Dunga e à seleção brasileira após a derrota para Argentina nas semifinais das Olimpíadas.
Além de tirar sarro do treinador brasileiro em seu blog (Ele se veste como um “Club Kid” e treina como um gato assustado), Grant questionou na entrevista coletiva o que aconteceu com o futebol bonito do Brasil. Como a pergunta veio em inglês, Dunga entendeu que o jornalista em questão era da Inglaterra e, irritado com a insinuação, disparou contra o futebol da Terra da Rainha. “Seria bom também se a Inglaterra tivesse mais Copas do Mundo”, retrucou, cometendo uma gafe incrível, confundido a nacionalidade do entrevistador.
Grant não perdeu a chance e completou sobre o treinador brasileiro: “Ele é patético e ainda me confundiu com um inglês.
Esta foi a notícia que circulou ontem pela internet e nas principais agências internacionais. Dunga me fez lembrar Ricardo Teixeira, na sede da Fifa, ironizando a pergunta de um jornalista Canadense, que questionou sobre a violência do Brasil como problema para sediar a Copa do Mundo. Na ocasião Teixeira disse que a violência não era um privilégio brasileiro e citou incidentes com a delegação da Fifa e a polícia daquele país. Dunga e Teixeira se merecem, mas o futebol brasileiro não merece nenhum deles.

Perdeu o respeito 2

“O Brasil não respeita mais a sua história. Joga para trás, não tem ataque e só pensa em se defender”. Perfeita a observação do argentino e porque não dizer, respeitosa ao futebol brasileiro pois deixa claro que se surpreende com a nossa atual mediocridade. Desde a última Copa do Mundo na Alemanha nossos treinadores vêm deixando a desejar. A inércia de Parreira no Mundial e a evidente incapacidade de Dunga, refletriam dentro de campo. O atual treinador ganhou uma sobrevida por causa do calendário. Como o Brasil terá dois jogos consecutivos pelas Eliminatórias, Dunga está garantido até o jogo no Rio de Janeiro contra a Bolívia. Mas dependendo do resultado no Chile, um empatezinho no Engenhão pode ser a gota d’água para o cabeça de bagre mais vitorioso do nosso futebol.

Cobertura

Os resultados inexpressivos do Brasil nos Jogos não abriram espaço para a cobertura ufanista que infelizmente temos que acompanhar nas grandes redes de TV. Sem contar os comentaristas, ex-atletas, que nos cansam com seus comentários óbvios e às vezes inaudíveis, como os de Jaqueline do vôlei de praia. Gustavo Borges torceu mais do que comentou. Tande é um dos poucos que se salvam. A onipresença do Sportv e isenção da ESPN são pontos fortes na TV.

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