Jornal A CIDADE

Júlio Chiavenato

Terça-Feira, 26 de Agosto 2008 - 0h26

Limpeza


Para decidir seu voto o eleitor tem o direito de conhecer plenamente os candidatos. Talvez alguns eleitores não aceitem votar em cidadãos que, embora com as candidaturas garantidas por lei, tenham ficha suja. Como saber quem tem ficha suja? Um modo seguro seria a Justiça garantir esse direito ao eleitor. Por que esconder a verdade?
No entanto (e não entramos no mérito do julgamento, com sua tecnicidade jurídica etc.) o doutor juiz Monte Serrat negou a divulgação dos nomes dos candidatos com ficha suja. Quem foi condenado em primeira e segunda instâncias, está processado, tem ou teve pendências com a Justiça, fica a salvo em Ribeirão Preto: seus nomes não podem ser conhecidos. Inadvertidamente o eleitor pode votar neles por ignorar os fatos.
Mas os jornais já divulgaram alguns políticos com ficha suja. Welson Gasparini, Dárcy Vera, Cícero Gomes da Silva, Leopoldo Paulino, Silvio Martins, entre outros, têm ficha suja. Estaria este pobre cronista infringindo a lei por lembrar o que todos sabem? Se os jornais já publicaram e todos sabem, por que não completar a lista com outros candidatos com “presunção de inocência”?
Aliás, é preciso deixar de engodo: quem já foi condenado em primeira ou segunda instâncias tem mais expectativa de culpa do que “presunção de inocência” (se os processos não prescrevessem...). Se foi denunciado, julgado, condenado, é no mínimo, suspeito. Ou a própria Justiça estaria admitindo que seus julgamentos preliminares não seguem procedimentos técnicos seguros, ou pior, não seriam confiáveis.
Quem tem ficha suja está a salvo. Nem tanto este que vos escreve: manipulando os fatos os “sujos” podem me processar porque falei o que todos sabem. Só a verdade.

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