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Quarta-Feira, 27 de Agosto 2008 - 0h43

Crise deixa Recra sem candidato a presidente

Jucimara de Pauda
CAROLINA ALVES/ESPECIAL 07/08/2008 Crise deixa Recra sem candidato a presidente PATRIMÔNIO Vista das piscinas da Recreativa: dívida milionária

Um dia antes da eleição para a presidência, a Sociedade Recreativa e de Esportes (Recra) enfrenta um problema: três pessoas que foram convidadas a assumir a presidência se negaram a aceitar o cargo.
“Fui convidado, mas não aceitei. Pelo que eu sei ninguém até agora se dispôs a assumir o cargo”, afirmou o médico Reginaldo Viana.
A Recreativa enfrenta problemas financeiros por causa de dívidas trabalhistas, com fornecedores e empréstimos bancários. Levantamento preliminar aponta que a instituição deve R$ 17 milhões.
Um sócio que prefere não se identificar afirma que ninguém quer pegar o “abacaxi”.
“Todos estão com medo de assumir a responsabilidade porque a dívida é muito grande”, afirma.
Os sócios atribuem o caos econômico ao presidente João Augusto da Palma que durante os últimos anos à frente da instituição fez várias reformas no clube que tem 7 mil sócios que juntos com seus familiares representam 30 mil pessoas, o equivalente a população de pequenas cidades da região. Palma pediu licença do cargo e em seguida renunciou.
“O clube tem dívidas, mas tem um patrimônio de R$ 62 milhões que pode ser usado para pagar os débitos”, diz Rogélio Genari, secretário de Governo da prefeitura que renunciou ao cargo de presidência da Recreativa.
Ele foi avalista de empréstimos bancários para pagar os salários dos funcionários e pode ser acionado pelos bancos para quitar as dívidas.
“É um direito deles (bancos) acionarem os avalistas. Se me cobrarem, eu cobro a Recreativa”, afirma.


Sócios podem ir à Justiça
Sócios remidos que estão sendo cobrados para ajudar a pagar a dívida da Recreativa pretendem entrar na justiça contra o clube.
Dependendo do tempo em que adquiriu o título, os valores cobrados variam de R$ 1 mil a R$ 1.500 e podem ser parcelados.
“Tem um artigo no Estatuto que diz que a diretoria tem que se responsabilizar pelos atos da presidência. Tem que cobrar a dívida deles e não dos sócios”, afirmou um ´sócio remido, que prefere não se identificar.

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