Hamilton de Andrade Lemos
Sexta-Feira, 29 de Agosto 2008 - 23h57 O mercado de trabalho está cada vez mais exigente. A concorrência é acirrada e, para garantir um lugarzinho ao sol, é imperativo se atualizar e descobrir novas capacidades. Vale até fazer MBA, que já oferece variações para quase todas as atividades.
Resumindo, para não sair do baralho, a carta precisa ter competência. Eu preciso ser competente para ganhar sua atenção (obrigado). Você precisa ser competente para não ser substituído pelo estagiário. O marido tem que ser competente para não ser trocado pelo ricardão. E assim por diante.
Até para ser ladrão é preciso competência. Se não existe o bom ladrão, é bem verdade que o mau ladrão logo vira estatística de população carcerária. É o caso clássico do sujeito que rouba galinha e não consegue carregar. Uma vergonha para a classe.
Exemplo disso tivemos nesta semana. Meliantes gaúchos foram presos, quando falsificavam dinheiro. Atenção para o detalhe: estavam falsificando notas de 3 reais.
Veja quanta incompetência. Resolvem falsificar dinheiro e escolhem o Real, com tanta moeda mais valorizada no mundo, como o Euro, por exemplo. Após escolher o Real, decidem por notas de baixo valor, ao invés de fabricar as de cinqüenta ou cem. E, cúmulo da mente obtusa, fazem uma nota que não existe. Nota de 3 reais! Ah, vão para o inferno dos falsificadores.
Não sei bem por que, o assunto me fez lembras das eleições que se aproximam. Aproveito para pedir que vote em candidatos competentes. Não que o sejam para si mesmos. Destes, já temos muitos. Mas competentes para o maior número possível de pessoas de nossa cidade. Menos que isso, nós é que seremos eleitores incompetentes.