Jornal A CIDADE

Hamilton de Andrade Lemos

Sabado, 30 de Agosto 2008 - 17h44

Ouro ao ladrão


Está quase na hora de votar. Pesquisas indicam que muitos eleitores escolhem seus candidatos nas últimas 24 horas. Parte deste fenômeno se deve ao uso consciente do voto e de sua importância no futuro da cidade. Outra parte é por falta de opções mesmo.
Para dar uma força, preparei uma pequena, porém útil, lista de dicas na escolha do candidato ideal, se é que isso existe. Digamos então, na escolha do menos péssimo. Funciona por exclusão. Se sobrar mais de um no final, use o método empírico. Faça um sorteio.
Comece eliminando os que usam carro de som. Corte da lista. Se possível, corte também a cabeça do infeliz, que se atreveu a nos infernizar com esse barulho.
A segunda regra é riscar do caderninho os que sujam a sua casa com folhetos e santinhos. Enchem a sua caixa postal e, quando já não cabe mais nada, começam a encaixá-los na fresta da porta e nos vãos do portão. Jogue tudo no lixo, inclusive seu responsável.
Identifique os que se fazem notar por qualquer artifício que não seja a competência comprovada ou a seriedade de proposta.
Aqueles que preferem pagar mico em público podem ser divertidos, mas perderão toda a graça, caso eleitos. Olha o exemplo do Clodovil.
Evite todo e qualquer candidato que não demonstre qualidades e ações anteriores em benefício da comunidade. Não que não haja muitos que façam isso por pura malandragem. Mas pelo menos já dá para ter uma idéia de quem tem precedente ou é oportunista de última hora.
Só por seguir estas regras, você já terá eliminado uns 90% das opções disponíveis. Não quer dizer que, com isso, você tenha a certeza de acertar no voto. Mas já dá uma boa pista.

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