Jornal A CIDADE

Arquitetura

Sabado, 6 de Setembro 2008 - 0h37

Peças de aconchego, conforto e beleza

DIVULGAÇÃO Peças de aconchego, conforto e beleza ABECEDÁRIO Tapete produzido com fios 100% de algodão tingido - alegria para o quarto das crianças

Dados históricos de dois mil anos atrás remontam ao início da fabricação do objeto que está além de mera decoração. O tapete ultrapassa momentos históricos e religiosos e chega aos dias de hoje como item de requinte na decoração. Em todos os ambientes da casa, com raras restrições, persa, aubusson, de algodão, ou de fibras naturais são opções atemporais e de bom gosto.
Especialistas dizem que os tapetes são fundamentais na ambientação da casa ou do escritório. Além de dar conforto térmico e aconchego, eles podem retratar a personalidade do espaço e até delimitar o encontro de cômodos.
- Como dica, para os quartos os retangulares são mais harmônicos, mas no final as medidas ditam o lugar que devem permanecer, já que o tapete delimita os espaços e substitui a barreira visual, além disso acrescentam cor ao ambiente e agem como uma peça de decoração fundamental. Ao invés de renovar o mobiliário, por exemplo, é possível renovar os tapetes que conseguem subsidiar grandes mudanças. Eles representam o vestuário da casa e devem sempre seguir as últimas tendências. Atualmente as principais são os modelos com estampas, de baixo e alto relevo, de listras, que nunca caem, e aqueles que enfatizam o sensorial, como os modelos em formatos de folhas, por exemplo, diz ís Marquez, designer da Tok & Stok.
Para o arquiteto André Calil de Salles, o tapete “veste” o ambiente.
- Além de dar aconchego e contribuir para a acústica.
Ele diz também que cada estilo de tapete serve para um local e ambientação diferente.
- O persa, sugiro para um living. Já para uma sala de TV o ideal seriam os de fibra natural, lã ou algodão. As cores mais neutras e lisas, no máximo, um listrado, são o ideal para não poluir visualmente o ambiente.
Para uma casa clássica e sofisticada, Salles recomenda o tapete de origem francesa Aubusson.
Atualmente, é feito na China, mas a concepção inicial é francesa. É um dos tapetes mais caros. O metro quadrado chega a custar R$ 1,5 mil. Uma opção mais econômica com efeito bacana e moderno é o sisal. E chega a custar R$ 200 o metro quadrado.
A dica dos especialistas na hora de comprar um tapete é pensar no que se gosta e quanto se pode gastar. O arquiteto Salles faz três observações.
- Para quem quiser fazer um investimento, um persa antigo supre. No caso de decoração, um aubusson é o ideal. No quesito conforto, sugiro aqueles feitos com fios de algodão e lã.

Oriente Médio
O comerciante Marco Antonio Brunelli se diz apaixonado pelo tapete persa. Ele conta que a esposa tem o hábito de viajar para os países do Oriente Médio, de onde trouxe o primeiro persa do casal.
- Foi um pequeno, de colocar em aparador. Ela trouxe do Egito. Depois, compramos dois maiores. Um está na sala de estar da nossa casa e o outro na entrada da minha loja.
Brunelli diz que o objeto deixou de ser um objeto de decoração e conquistou o casal de uma forma que transpassa a arquitetura.
- Ter um persa é como ter uma jóia em casa. Agregado a ele está uma cultura milenar. Ele é diferente dos demais. Depois de alguns anos consigo enxergar detalhes únicos na peça. Eles são únicos, não se repetem. Além disso, há uma grande subjetividade, pois há grande harmonia na linha de confecção. Chega até a me impressionar.


Tapete é totalmente feito à mão
O tapete é tecido à mão, típico de países do Oriente Médio. O nome “persa” vem do antigo império persa, onde hoje está o Irã.
Cada peça é tecida em tear manual, geralmente, com fios de lã sobre algodão. Há ainda os mais caros que são fiados com seda sobre seda. Esses chegam a custar R$ 15 mil o metro quadrado.
Ele tem tingimento natural, sem química. Por isso, é importante mantê-lo ao abrigo do sol e do contato com água.

Cuidados
Para ter um tapete persa é preciso conservá-lo com alguns cuidados básicos. O dono da Bidjar Tapetes, loja especializada em tapetes orientais, Rolando Tozo Júnior, diz que a peça não pode ficar exposta ao sol ou à água.
- Mistura-se água com vinagre branco e, a cada quinze dias, passa-se pelo tapete com uma espuma amarela.
Ele sugere ainda que o persa seja lavado em lavanderia especializada a cada dois anos. O aspirador de pó deve ser usado sempre no sentido do pêlo.



ANGELA PEPE
Especial para A Cidade

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