Jornal A CIDADE

Imóveis

Sabado, 27 de Setembro 2008 - 15h28

Zona Leste cresce e se valoriza

MATHEUS URENHA Zona Leste cresce e se valoriza PORTE DE MUNICÍPIO A nova zona Leste é maior que muitas cidades da área de circulação de A Cidade

A nova zona Leste de Ribeirão Preto vive como se fosse uma cidade independente da cidade.
A grande área, delimitada entre as rodovias Anhangüera, Abrão Assed e Cândido Portinari, vê o crescimento onde ainda há os maiores espaços passíveis de urbanização de Ribeirão.
A população do local soma quase 38 mil habitantes, segundo o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2000.
O número é igual ou superior à população da maioria das 26 cidades de cobertura de circulação do jornal A Cidade.
Os principais bairros dessa pulstante região são Itanhangá, Hípica, Jardim Helena, Parque São Sebastião e Recreio Anhangüera, além dos condomínios horizontais que começam a ser lançados por incorporadoras.
Valorização
Especialistas do mercado imobiliário apontam que, os lotes da área onde já há urbanização pode chegar a ter uma valorização de até 50%
“A zona Leste está crescendo a todo vapor. Nos últimos cinco anos acompanhamos um aumento de 80%. Há um movimento muito grande na região”, afirma o gerente de vendas da Dínamo Imóveis, Valdemir Janjacomo.
A dona-de-casa Maria de Fátima Santos Ramalho, 43 anos, mora no Jardim das Palmeiras há 15 anos e diz ter acompanhado o crescimento da região.
“Aqui tem melhorado muito. O maior número de construções que tem sido feitas trazem mais facilidades para os moradores. Sinto que ainda vai ficar melhor ainda para quem mora aqui”, diz.
O corretor de imóveis Osvaldo Floriano informou que as áreas rurais que ainda restam na zona estão sendo vendidas para loteamento.
“Até a linha de alta tensão, onde há diretriz viária do município, há um futuro fantástico de crescimento. Sabemos de construtoras que vêm comprando fazendas para construir condomínios”, afirma.
Com isso, o corretor diz que haverá grande aumento de edificações horizontais no local.
“As áreas já urbanizadas, principalmente nos bairros Jardim Helena, Parque São Sebastião e Recreio Anhangüera, haverá uma valorização de 50% nos próximos cinco anos. A cidade vira os olhos para a zona Leste. É um lado plano e bonito da cidade”, observa Floriano.
Por enquanto, a zona é caracterizada por construções horizontais.
Em breve, o primeiro empreendimento vertical do local será lançado. Segundo especialistas, a verticalização pode representar ainda maior valorização da área.

Morador não cruza a rodovia
Com a urbanização da zona, construção de novas casas e condomínios, o comércio e empresas de prestação de serviços acompanham a tendência e tentam levar conforto. Moradores afirmam começar a sentir certa autonomia da região. Já não precisam ter de se deslocar para o outro lado da cidade, do outro lado da rodovia Anhangüera para ir a um supermercado, a uma padaria.
A comerciante Maria Lúcia Lazzuri, 49 anos, se mudou para o Itanhangá há um ano e meio. “Os estabelecimentos comerciais aqui têm trazido grande conforto para nós. Há 18 anos conheço essa região. Antigamente, não havia nada por aqui. A urbanização, as casas dá mais impressão de cidade”, diz.
O estudante Filipe Lazzuri, 21 anos, diz concordar com a mãe. Além disso, afirma que, mesmo estando em um bairro mais afastado, os serviços já chegam até eles. “As obras viárias que dão entrada para a região têm ajudado. Além disso, mais pessoas morando aqui, pode significar mais comodidade com a oferta de mais serviços e comércio”, conclui.

Angela Pepe
Especial para A Cidade

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