Juíza declara aberto julgamento do ex-goleiro Bruno

Caso Bruno julgamento


Com 40 minutos de atraso, a juíza Marixa Rodrigues declarou aberto o julgamento do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza, de 28 anos, e de sua ex-mulher Dayanne dos Santos, nesta segunda-feira, no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O ex-goleiro é acusado de mandar matar sua amante, a modelo Eliza Samudio, em junho de 2010, com quem teve um filho. Dayanne é acusada de subtração de incapaz ao cuidar do filho de Bruno com a modelo durante parte do período em que ela teria sido mantida em cativeiro no sítio de Bruno, em Esmeraldas, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Depois do sorteio dos sete jurados entre os 25 convocados, dos quais apenas 15 compareceram, deve começar em instantes o depoimento das testemunhas. Serão ouvidas cinco para defesa e cinco para a acusação de cada um dos acusados. Bruno e Dayanne falarão na sequência. Não há limite de tempo nesta fase do julgamento. De acordo com a assessoria do Fórum de Contagem, existe a possibilidade de que os depoimentos sejam concluídos ainda nesta segunda-feira.

Em seguida, a promotoria terá duas horas para expor seus argumentos, enquanto a defesa de cada um dos réus terá uma hora. Esse tempo pode ser prorrogado em mais duas horas para réplica e outras duas para tréplica. Terminada esta etapa, os jurados se reúnem para dar o veredicto para que a juíza possa, caso haja condenação, definir a sentença. A previsão do Fórum de Contagem é de que o processo dure de três a cinco dias.

O julgamento começa em meio a uma nova investigação, do suposto envolvimento de dois policiais no crime. Também é grande a expectativa em relação à divulgação, pela promotoria, das informações obtidas com a quebra do sigilo bancário do goleiro. Esses dados podem confirmar ou desmascarar a versão de Bruno, de que teria dado R$ 30 mil a Eliza Samudio antes que ela fosse embora, espontaneamente segundo ele, em um táxi. Caso seja declarado culpado, o ex-goleiro do Flamengo pode pegar até 41 anos de prisão.


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