UPA troca exames de professora de Ribeirão Preto

Ela também pode ter sido vítima de erro de diagnóstico


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Reprodução / EPTV
Emília Soares alegou ter recebido um diagnóstico errado e, depois, ainda teve os exames trocados (Foto: Reprodução / EPTV)

Uma professora de Ribeirão Preto teve os seus exames médicos trocados, após a realização de consulta na Unidade de Pronto Atendimento Luis Atilio Losi Vianna (UPA Treze de Maio). Ela recebeu exames feitos por um homem.

O caso ocorreu na segunda-feira (6), quando a professora Emília Terezinha Rocha Soares começou a passar mal. Com dores no peito, tosse e febre alta, ela procurou a UPA Treze de Maio.

“A médica me viu, disse que estava tudo bem e me mandou para casa”, afirmou em entrevista à EPTV. Segundo ela, a médica errou o diagnóstico.

No dia seguinte, ela voltou à mesma unidade de saúde e foi atendida por outro médico. “Ele olhou o raio-X e deu o diagnóstico correto: pneumonia”, disse. O médico pediu outros exames, que só ficaram prontos na quarta feira (8).

Troca

Mais uma vez, ela foi à UPA e um terceiro médico avaliou os resultados e mandou a professora para casa.

Foi então que ela descobriu que os exames analisados por esse médico tinham sido trocados. “Fiquei procurando o meu nome e não achava. Ele me chamou e não viu que o nome era Mário e que eu sou uma mulher?”, perguntou com indignação.

Nesta sexta-feira (10), ela voltou à UPA para pegar os exames dela e devolver os do outro paciente.

Espera

Depois de esperar pouco mais de duas horas, ela foi atendida e, finalmente, recebeu os resultados dos exames que haviam sido trocados.

“É muita falta de competência, de amor à profissão, de amor à Medicina e ao próximo”, concluiu.

Outro lado

Em entrevista gravada pela EPTV, a médica a quem foi atribuído um erro de diagnóstico disse que, no momento do exame, não foi possível detectar a existência de uma pneumonia.

“No momento em que eu te vi, não tinha nada na ausculta”, disse.

Quando questionada se a doença se manifestaria de um dia para o outro, ela disse ser possível. “Uai, se você já estava evoluindo para [a doença], poderia sim. Como é que eu vou saber?”, completou a médica.

Já o outro médico que atendeu a professora com os exames trocados, confirmou que não viu o nome no momento da consulta.

“Não, eu não vi o nome, nada. Me entregaram assim”, afirmou em áudio gravado. (Com EPTV)


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