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Trânsito mata mais que arma de fogo em Ribeirão Preto

Levantamento a partir do Datasus mostra que acidentes de trânsito são seis vezes mais mortais do que os disparos

16/06/2013 - 21:59

Jornal A Cidade - Cristiano Pavini

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Matheus Urenha / A Cidade
Motorista morreu na última sexta, após choque do carro contra muro, no Ipiranga (foto: Matheus Urenha / A Cidade)

“Todo dia de trabalho é um frio na espinha”, diz o mototaxista Reinaldo Luiz Rodrigues, de 36 anos – seis deles dedicados à profissão sobre duas rodas. Ele afirma que, nesse período, nunca sofreu nenhum arranhão no trânsito. “Mas as ruas são imprevisíveis”, alerta.

O temor de Reinaldo é comprovado pelas estatísticas: ele se encontra no perfil das principais vítimas de mortes em acidentes de trânsito. O levantamento foi feito pelo A Cidade a partir de dados divulgados pelo Datasus (Banco de dados do Sistema Único de Saúde) na semana retrasada.

Apesar das informações mais recentes serem de 2011, o perfil dos mortos em acidente de trânsito se mantém ao longo dos últimos anos. E se você for homem, na faixa dos 20 a 39 anos, e trafegar em Ribeirão Preto sobre duas rodas, tem sérios riscos de ser a próxima vítima.

Diariamente
De acordo com o Datasus, Ribeirão Preto registrou duas mortes por acidente de trânsito a cada cinco dias em 2011. Foram 148 vítimas, seis vezes mais do que o total de mortos devido a armas de fogo no mesmo período. No Datasus consta também que 124 pessoas com residência no município faleceram devido ao trânsito.

Apesar da pequena queda em relação a 2010, a letalidade ainda preocupa os ribeirão-pretanos. Proporcionalmente, a cidade registrou no ano retrasado oito mortes por acidentes de trânsito a cada 40 mil habitantes.

No Estado de São Paulo, esse índice foi de sete mortes. No Brasil, foram de nove. As contas foram feitas pelo A Cidade com base em projeções habitacionais da Fundação Seade e do IBGE.
Em número brutos, no Estado de São Paulo foram registrados 7,6 mil mortes em 2011. Em nível nacional, acidentes de trânsito mataram 44,5 mil pessoas no mesmo período.

Conscientização

“A segurança no trânsito é um problema atual, sério e mundial”, afirma a Polícia Militar em nota. Por conta disso, a corporação criou o “Curso de Conscientização no Trânsito”, que pode ser acessado online na página oficial da PM na internet. 

Análise: problema que afeta o mundo todo 

A maior mortalidade em acidentes envolvendo motos ocorre não apenas no Brasil, mas no mundo todo. Estudos mostram que a chance de um motociclista morrer é 30% maior que a de outros veículos. Quem pilota uma moto geralmente é mais jovem, portanto mais agressivo no trânsito. Além disso, é um veículo que basicamente não tem mais proteção. Em relação ao número de mortes em acidentes de transporte como um todo, cabe ressaltar que não é um problema apenas de Ribeirão Preto, mas de todo o Brasil. O risco de morte por quilômetro rodado em nosso país é até doze vezes maior do que em outros. Sou defensor da criação de uma Agência Nacional de Segurança no Trânsito e da utilização de marketing poderoso contra acidentes, semelhante ao que é feito dos cigarros.  Coca Ferraz - Coordenador do Núcleo de Estudos de Segurança no Trânsito da USP

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