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Mistério cerca desaparecimento do menino Joaquim de casa em Ribeirão

Criança de 3 anos desaparece de dentro de residência; portões estavam trancados com correntes e alambrado tinha lanças

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F.L.Piton / A Cidade
Quarto do menino Joaquim Marques, de 3 anos, que desapareceu da sua casa; clique para abrir galeria (Foto: F.L.Piton / A Cidade)

O menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, desapareceu, na manhã desta terça-feira (5), da casa onde mora com a mãe e o padrasto, no Jardim Independência, zona Norte de Ribeirão Preto.

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O desaparecimento foi percebido pela mãe, Natália Mingoni Ponte, por volta das 7h, quando foi dar insulina ao filho, que tem diabetes.

“Fiquei desesperada e procurei em todo lugar. Ele gosta de brincar de esconder, por isso achei que estava escondido. Depois procurei no quarteirão e não achei. Então resolvi chamar a PM”, conta.

O padrasto do menino, Guilherme Raimo Longo, técnico de TI, afirma que o garoto ficou com o casal até a meia noite. Depois, ele resolveu colocá-lo na cama. “Ele ficou quietinho. Na manhã desta terça, descobri que ele desapareceu. Não sei o que pode ter acontecido”.

A família encontrou a porta da sala destrancada, mas as grades de entrada da casa estavam fechadas com cadeados. Elas têm lanças nas pontas e seria bastante difícil a criança pular o alambrado. “Talvez alguém passou, viu que ele estava aqui fora e levou.”, afirmou Guilherme.

Natália diz que Joaquim foi visto pela última vez por Guilherme, que levantou no meio da noite para dar mamadeira ao filho de três meses e viu o garoto na cama. “Ele dormia tranquilamente. Não sei o que pode ter acontecido”.

Desespero

A avó do garoto, Augusta Ramos Longo, estava desesperada com o desaparecimento da criança, que passou a segunda-feira no Hospital das Clínicas. “Descobrimos, há um mês, que ele tinha diabetes e ficamos preocupados. Na consulta, o médico mudou o horário dos medicamentos dele. Não sabemos o que fazer”, afirmou.

Vicente Ponte, avô materno, estava inconsolável enquanto olhava os bombeiros fazer buscas no córrego Tanquinho, que passa nas proximidades da casa de Joaquim. Ele diz que quer apenas reencontrar o neto com saúde. “Este menino é a alegria da minha casa. Se alguém souber algo por favor ligue para a polícia.”, pediu.

Diabetes de filho leva pai a fazer apelo desesperado

O pai de Joaquim, Artur Paes, fez nesta terça um apelo a qualquer pessoa que possa ter visto o pequeno Joaquim.

“Tenho fé em Deus que o meu filho está bem. Se alguém souber de alguma coisa, por favor leve ele para um posto médico, chame a polícia, porque ele tem de tomar insulina de hora em hora”, disse.

Para Paes, a saúde do filho é a sua principal preocupação. Pelo fato de ser diabético, ele precisa de várias doses diárias de insulina.

“Estou desesperado. Está todo mundo preocupado com ele. Ele não pode ficar sem a insulina”, diz.
Artur Paes mora em São Paulo e veio para Ribeirão assim que soube do desaparecimento do filho. (Com EPTV).

F.L.Piton / A Cidade e Reprodução
Bombeiros procuraram Joaquim (no detalhe) em córrego ao longo da avenida Guido Golfeto; clique para abrir galeria (Foto: F.L.Piton / A Cidade e Reprodução)

Córrego é alvo de buscas

A família de Joaquim mora próxima ao córrego Tanquinho, perto de onde o menino gostava de jogar bola. Na tarde desta terça, um barco percorreu o curso d’água para verificar se havia indícios de o garoto ter sido jogado no local.

“Estas buscas acontecem porque os pais acreditam que o menino foi vítima de violência. Até agora não temos suspeitos do caso”, disse o tenente Cesar Augusto Kriunas.

Segundo ele, a roupa de cama da criança tinha marcas de urina e estava jogada no banheiro. “Não era possível a criança sair sozinha de casa. Existe crime, mas não sabemos a autoria”, afirma.

Enquanto os bombeiros percorriam o rio, o casal foi levado à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), onde prestaram depoimentos. Foi registrado um boletim de ocorrência de desaparecimento.

A perícia cientifica também foi até o local verificar a possível existência de vestígios de crime.

‘Eu só quero que achem o meu filho’

Natália e Guilherme se conheceram quando ele fazia tratamento para se livrar das drogas. Ela é psicóloga e se apaixonou pelo rapaz bonito que tentava uma nova vida.

Há poucos dias ele teve uma recaída e voltou a sentir vontade de usar cocaína.

“Ele tomou vários remédios no domingo. Ele não está bem, mas não acredito, do fundo do meu coração, que ele faria alguma coisa com o Joaquim”, diz ela.

Ela conta que sempre que Joaquim acorda, procura por Guilherme a quem sempre tratou como filho.

“Eles (policiais) estão achando que fizemos alguma coisa, mas não fizemos nada. Uma policial me disse que não estou desesperada com a perda do meu filho, mas eu estou passada.”.

Guilherme contou aos policiais que teria saído de madrugada para comprar drogas, mas não encontrou quem fornecesse o entorpecente e por isto retornou para casa quinze minutos depois.

“Eu só quero que achem o meu filho. Alguém levou ele de casa”, afirma Guilherme.

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