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Usina Carolo pede recuperação judicial

Criada na década de 40, a companhia, instalada em Pontal, está pronta para operar a próxima safra

21/01/2014 - 22:44

Jornal A Cidade - Raissa Scheffer

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Milena Aurea / A Cidade
Criada em 1947 como Usina Nossa Senhora Aparecida, em Pontal, a companhia açucareira mudou de nome para Usina Carolo em 2005 (Foto: Milena Aurea / A Cidade)

A usina de açúcar e etanol Carolo, de Pontal, entrou com pedido de recuperação judicial no dia 9 deste mês para conseguir sanar dívidas e manter a produção. O valor total da dívida não foi informado, mas a empresa deve a trabalhadores, fornecedores e a bancos.

A Carolo é a terceira usina da região que teve de recorrer à justiça para conseguir pagar seus credores.

De acordo com o advogado Vitor Erlich Varella, do escritório responsável pelo pedido de recuperação judicial, as atividades da empresa seguem normalmente para a safra 2014/2015. “A recuperação judicial é um recurso que a empresa tem para se reerguer da crise, pois possui capacidade para operar”, diz.

Ainda segundo Varella, a partir do dia que o juiz deferir o processo, a Carolo terá 180 dias com as ações de cobranças suspensas. Durante esse período, será feita a apresentação do plano de recuperação judicial, que pode ser aprovado diretamente pelos credores ou passar por assembleias.

O pagamento da dívida será feito conforme foi estipulado no plano. O valor dos débitos da Carolo não foi divulgado, mas o advogado disse que a empresa tem credores das classes 1 (trabalhistas), classe dois (que possuem garantias reais) e classe 3 (dos que não possuem garantias de pagamento).

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Sertãozinho e Região, cerca de 1.500 trabalhadores não receberam o 13º salário, férias e o pagamento de dezembro. “Não temos os valores exatos de quanto a empresa deve aos funcionários, mas fomos informados do pedido de recuperação”, diz o vice-presidente do sindicato, José da Silva.

3ª da região a usar recurso

A usina Carolo, que nasceu na década de 40, é a terceira da região a entrar com pedido de recuperação judicial para quitar dívidas.

Em 2008, com uma dívida de R$ 260 milhões, a Albertina, de Sertãozinho, entrou com o pedido. Mas em 2012 a usina foi fechada por conta de desacordos em relação ao leilão da empresa.

Em 2012, a Nova União, de Serrana, entrou com o pedido por conta de uma dívida de R$ 250 milhões e segue em recuperação.

“A maioria das usinas sofre com preços ruins de produtos e alta em custos de produção, o que leva ao endividamento”, diz Pedro Magalhães, sócio da Exame Auditores, que fez o plano de recuperação da Nova União. Ainda segundo ele, o pedido proporciona o fôlego que a usina precisa para levantar capital enquanto negocia seu passivo.

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