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Servidor é preso por suprimir documentos na promotoria

Defesa aponta que ele reunia provas para denunciar irregularidades do Ministério Público

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04.set.2008 - Weber Sian / A Cidade
O promotor Aroldo Costa diz que o servidor não quis explicar fato (Foto: 04.set.2008 - Weber Sian / A Cidade)

Um oficial de promotoria de Ribeirão Preto foi preso em flagrante na noite da última segunda-feira (26), na sede do Ministério Público Estadual, acusado de supressão de documentos, isto é, destruir, suprimir ou ocultar documento público ou particular verdadeiro, que não podia estar em poder do acusado. A pena para o crime pode chegar até a seis anos de reclusão.

A defesa do acusado aponta que o funcionário é perseguido e por isso estava preparando provar para mostrar eventuais irregularidades.

O acusado foi surpreendido pelo promotor Aroldo Costa. “Eu estava no Ministério Público quando o vigia me avisou que o funcionário estava tirando xerox de documentos em uma sala escura e que isto não seria a primeira vez que acontecia. Eu fui até ele e perguntei qual o motivo da atitude e ele não quis responder.” 

Segundo ele, Frederico Assis, 36 anos, trabalha na área Cível do Ministério Público e os vigias apontam que ele já teria ficado outras vezes depois do expediente, o que é proibido por lei.

“Nós também fomos até a sala dele e encontramos na bolsa documentos originais de processos que não deveriam estar com ele”, afirmou Aroldo. O funcionário não quis dar declarações aos promotores. 

Defesa aponta possível perseguição

O advogado do funcionário, Daniel Rondi, afirmou que a prisão é irregular.

“A prisão é totalmente incabível uma vez que o oficial da promotoria estava no ambiente de trabalho dele, com documentos do manejo dele. Ele recebeu ordem de prisão dentro do MP e não tem como ocultar documento público dentro do MP. Ele estava apenas com um protocolo de um processo que entregou no Fórum”, diz Rondi.

Ele disse que o oficial de promotoria é funcionário do MP há cinco anos e diz ser vítima de perseguição.

“Isso, aparentemente, é uma perseguição porque o meu cliente estaria reunindo documentos para denunciar eventuais irregularidades no MP para a Corregedoria”, afirma Rondi.

Ele entrou com pedido de liberdade provisória para o acusado nesta terça-feira (27). Se condenado, ele poderá ter pena de reclusão de dois a seis anos, além de multa.

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