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Mãe de Joaquim deixa prisão em Franca aos gritos de 'assassina'

11/12/2013 - 17:40

Jornal A Cidade - Guilherme Plaza

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F.L.Piton / A Cidade
Após conseguir um habeas corpus, Natália deixou a cadeia na tarde desta quarta-feira; clique para abrir galeria (Foto: F.L.Piton / A Cidade)

Notícia atualizada às 23h51

Depois de 31 dias de reclusão na cadeia feminina de Franca, Natália Ponte, mãe do menino Joaquim Ponte Marques, deixou a prisão nesta quarta-feira (11).

Veja galeria de fotos

Dois investigadores da Delegacia Geral de Investigações (DIG) de Ribeirão Preto estiveram em Franca, na tarde desta quarta, para entregar o alvará de soltura. Ela deixou a cadeia acompanhada dos policiais, que voltariam para Ribeirão Preto. No entanto, ao sair da cidade trocou de veículo e seguiu com familiares.

O destino final de Natália não foi informado. O advogado dela, Cássio Alberto Gomes Ferreira, afirmou à reportagem que a mãe de Joaquim não foi para a casa dos pais, em São Joaquim da Barra. “Ela seguiu com o pai para um hotel na região de Ribeirão Preto. Achou mais seguro”.

Enquanto Natália deixava o prédio, um grupo de populares gritava “assassina” do lado de fora. Alguns garotos ainda soltaram bombas na porta da cadeia.

Começo difícil

Durante o período que permaneceu encarcerada, Natália Ponte Marques ficou sozinha em uma das 28 celas disponíveis no prédio. A medida de mantê-la isolada foi tomada pela direção da cadeia para não gerar conflito com outras detentas.

Uma funcionária da cadeia disse que, assim que chegou, Natália foi ameaçada pelas prisioneiras. As funcionárias precisaram interferir. “Elas queriam arrombar o cadeado e agredi-la”, disse outra funcionária, que não se identificar.

Dia a dia

Com o passar dos dias, entretanto, mesmo estando isolada das outras mulheres, Natália conseguiu reverter a situação. “Agora, todas acreditam que ela é inocente”.

Outro funcionário explicou que mesmo estando separada das demais, a conversas entre elas era normal.

“Dá para conversar porque elas se falavam pelas grades”.

O contato verbal foi o único que Natália manteve com as outras presidiárias durante os 31 dias.
Natália comia, tomava banho e ficava o tempo todo sozinha, na cela. Nem “banho de sol” tomou nesse período para não ficar junto às outras detentas.

Durante grande parte do tempo, disse funcionários, Natália passava o tempo lendo livros que levou para a cadeia. Ela teria solicitado uma televisão aos familiares, mas não teve o pedido atendido.

Divulgação / Polícia Civil
Mãe do menino Joaquim ocupou cela com colchonete e banheiro durante o período da prisão temporária; veja mais fotos (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Mãe de Joaquim estava sozinha na cela

O A Cidade teve acesso a fotos da cela onde Natália passou os 31 dias na cadeia feminina de Franca.

Veja galeria de fotos da cela de Natália

O espaço tem cerca de doze metros quadrados e conta com nove camas. O banheiro fica dentro da cela.

Com a saída de Natália, a cadeia de Franca ficou com 22 das 28 celas ocupadas por cerca de 130 mulheres. Natália era a única que ficava separada das demais presidiárias.

Advogado ‘alheio’ ao caso conseguiu HC

Natália Mingone Ponte e Guilherme Longo tiveram a prisão temporária decretada no dia 10 de novembro, mesmo dia em que a polícia encontrou o corpo de Joaquim.

O pedido de liminar de Habeas Corpus de Natália, que deu fim a sua prisão temporária, foi feito pelo advogado Francisco Ângelo Carbone Sobrinho, de São Paulo. O jurista não representa Natália no caso.

O advogado de Guilherme, Antônio Carlos de Oliveira, pediu nesta quarta, no Tribunal de Justiça o efeito extensivo do Habeas Corpus concedido a Natália. A apreciação do pedido não tem data para sair.

Advogado diz que Natália corre riscos solta

Questionado pelo A Cidade, o advogado e primo de Natália Ponte, Cássio Alberto Ferreira, disse que a mãe de Joaquim corre riscos em relação à sua integridade física.

Ele reiterou as críticas ao advogado Francisco Ângelo Carbone Sobrinho, que ingressou com o pedido de Habeas Corpus de Natália na sexta-feira - apesar de não ter tido autorização da família para isso.

“Recebi apoio de vários colegas e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) já está ciente do que ocorreu”, afirmou.

O delegado Paulo Henrique de Castro afirmou que a libertação provisória de Natália “não atrapalha em nada as investigações”.

Nesta quinta-feira (12), ele deve ouvir duas pessoas - um médico e um amigo do casal. Segundo ele, Natália dará mais um depoimento antes da conclusão do inquérito (Cristiano Pavini).

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