Empresário é morto em assalto

Fabiano Lino de Azevedo completaria 36 anos na terça e seguiria ontem para os Estados Unidos


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Sérgio Masson / Especial
Familiares e amigos se despedem de Fabiano Lino de Azevedo (no destaque), que foi enterrado ontem à tarde no Bom Pastor (Foto: Sérgio Masson / Especial)

 “Ele reagiu, senão o mano não tinha atirado pra cima dele. Veio pulando na arma. O cara era grande, dona. Ubrutu”. O relato é de um adolescente de 17 anos. O “ubrutu” era o empresário Fabiano Lino de Azevedo, que completaria 36 anos nesta terça-feira e viajaria para os EUA na madrugada de hoje como comemoração. “Ele era uma pessoa ilumidada”, Shirlene descreveu, logo após enterrar o irmão.

Fabiano levou um tiro no tórax na noite de sexta-feira (4). O adolescente confessou para a polícia ser o autor dos disparos e usou a mesma justificativa dada à reportagem: “O cara era grande e reagiu”. Foram quatro tiros. “Ele morreu, é? Foi o tiro na cabeça?”, o jovem perguntou à reportagem. Apenas um dos disparos acertou Fabiano.

Ele e a noiva deixavam o escritório de informática do qual ele era dono, na rua Floriano Peixoto, Boulevard, por volta das 21h, quando dois jovens - um armado - anunciaram o assalto. A noiva de Fabiano confirmou à polícia que a vítima reagiu. A dupla levou o carro do casal - que já foi localizado -, dois mil dólares e dois notebooks. A noiva, que é enfermeira, tentou reanimar Fabiano, mas ele não resistiu.

Arquivo pessoal
Fabiano Lino de Azevedo era empresário e completaria 36 anos na próxima terça-feira (Foto: Arquivo pessoal)

Detenção
Às 16h30 deste sábado, enquanto Fabiano era enterrado, três adolescentes já haviam sido detidos pela Polícia Militar e aguardavam reconhecimento na DIG (Delegacia de Investigações Gerais). A captura aconteceu a partir de denúncia anônima. Os três estavam na residência do jovem que confessou, no Parque Ribeirão. A noiva de Fabiano o reconheceu e os outros foram liberados.

Antes de ser encaminhado ao NAI (Núcleo de Atendimento Integrado), o adolescente falou novamente com a imprensa. “Quero mandar um forte abraço para minha quebrada lá do Parque Ribeirão”, foi sua última declaração às câmeras. Ele será encaminhado para a Fundação Casa e deverá responder por latrocínio, com internação máxima de três anos.

Terceiro caso de latrocínio deste ano
O caso de Fabiano é o terceiro latrocínio registrado em Ribeirão Preto neste ano. As outras duas mortes em assaltos aconteceram em fevereiro.

No dia 1, o mototaxista Paulo Roberto Macedo Fernandes, de 28 anos, foi assassinado dentro de um motel na zona Norte de Ribeirão Preto.

Na ocasião, os bandidos assaltaram o motel e, em seguida, foram roubar o carro de Macedo, que usava uma das suítes do local.

No dia 17 de fevereiro, Marcos Roberto Gusmão Pereira, de 39 anos, foi baleado depois de reagir a um assalto à sua residência, no Jardim Centenário, zona Oeste de Ribeirão Preto.

Os dois casos foram solucionados pela Delegacia de Investigações Gerais.


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