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Leitores de A Cidade questionam a prefeita Dárcy Vera

Trânsito, sujeira, buracos, falta de cuidado nas praças, dívidas, obras inacabadas nas dúvidas do leitor

31/12/2013 - 13:29

Jornal A Cidade - Da reportagem

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F.L.Piton / A Cidade
Prefeita de Ribeirão, Darcy vera responde entrevista (foto: F.L. Piton / A Cidade)

Série de entrevistas mostra os planos do primeiro escalão do governo em Ribeirão Preto. A série aberta hoje pela prefeita Dárcy Vera (PSD), aborda, até 7 de janeiro, questões como mobilidade urbana, buracos, atendimento nas unidades básicas de saúde, problemas da educação municipal, déficit de casas populares, falhas e polêmicas do transporte público, do abastecimento de água, serviço de esgoto e coleta de lixo. Além de Dárcy serão ouvidos também Isabel de Farias, Willian Latuf, Stênio Miranda, Débora Vendramini, Sílvio Martins e Marco Antônio Santos, do primeiro escalão. 

Oito representantes do Conselho de Leitores fazem perguntas e Dárcy  responde  por e-mail. Confira a entrevista a seguir.

1) Marcelo Barreto, publicitário

Qual será a ação da prefeitura para resolver a falta de limpeza nas praças? O assunto é de extrema importância, visto que Ribeirão Preto não possui muitas áreas de lazer, e as praças localizadas nos bairros são pontos de encontros de famílias e crianças. Mal cuidadas, ajudam a criminalidade a dominar a região. O que Dárcy Vera fará?

A Prefeitura de Ribeirão Preto possui um cronograma para fiscalização e limpeza de todas as praças e terrenos em nossa cidade. A cidade é dividida por regiões e o serviço é executado de acordo com o cronograma. Temos 238 praças urbanizadas. São muitas áreas verdes. Com o período de chuvas, a grama cresce com muita rapidez e a maratona de trabalho é intensa em toda a cidade.
Vamos continuar as fiscalizações e a limpeza das áreas. Mas é importante também lembrar que a população tem um papel fundamental na manutenção da limpeza dessas áreas. Algumas pessoas ainda jogam lixo nas praças, canteiros de avenidas, nos terrenos baldios, descartam resíduos de materiais de construção em locais inapropriados e até móveis. Um exemplo é a quantidade de sofás que são jogados diariamente nas praças e córregos. Isso prejudica muito nossa cidade. O lixo das ruas entope bocas de lobo, e isso causa alagamentos em ruas e avenidas. Também podem se tornar criadouros do mosquito da dengue. Por isso, aproveito para pedir para que a população, ao ver alguém jogando lixo em locais inadequados, oriente. Quem verificar que há acúmulo de lixo em alguma área, pode procurar a Prefeitura e a Coordenadoria de Limpeza Urbana para que sejam tomadas as providências imediatamente. Atualmente o contrato de limpeza prevê varrição de apenas 50% da cidade. É necessário deslocar equipes para cobrir todos os bairros. Com a implantação da PPP de limpeza pública, vamos chegar a 100% de varrição. Inclusive com a implantação de ecopontos para coleta de resíduo da construção civil, sofás, carcaças de geladeiras, etc. Também a implantação de 6 centros de triagem, para seleção de material reciclável, conforme acordo com Ministério Público e representantes de movimentos sociais. Isso vai gerar emprego, porque serão contratados agentes ambientais nos próprios bairros. Com isso, vamos ampliar a coleta seletiva. Os telefones de contato da Fiscalização e Limpeza Urbana para quem tiver alguma denúncia a fazer sobre o descarte de lixo em locais inadequados são: 3968-8663 ou 3618-7661.

2) Claudio Tamura, porteiro e relações públicas
Minha pergunta é: Como vamos sanar nossas contas? De onde virão os recursos? E serão ainda criados novos impostos?

Quando fui eleita, em 2009, a Prefeitura tinha uma dívida de R$ 400 milhões referente aos 28,35% dos servidores públicos, conforme já publicado pelo jornal A Cidade. Pagamos R$ 230 milhões e ainda devemos R$ 417 milhões. Ou seja, é uma dívida que só cresce e não é uma tarefa fácil saná-la. Entrei sabendo de tudo isso e de minha responsabilidade de equilibrar as finanças. Mesmo com déficit, não deixamos de investir em grandes obras. A cidade não parou. Os gastos das prefeituras do Brasil estão aumentando e a arrecadação dos municípios não está sendo suficiente para cobrir todos os investimentos necessários. Faço parte da diretoria executiva da Frente Nacional de Prefeitos e, em nossas reuniões, tenho conversado com prefeitos de muitas cidades brasileiras. A situação é a mesma: queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), inclusão do Pasep nos gastos municipais, repasse dos ativos da energia elétrica, etc... Os impostos são arrecadados no município, mas não ficam no município. Boa parte desses impostos são repassados para o Estado e para a União. Por isso, defendo uma ampla discussão sobre o Pacto Federativo. Os problemas são locais e muitas vezes o município arca com as obrigações que são do Estado e da União. É necessário rediscutir o papel e a responsabilidade de cada um. Assim, o município terá mais condições de atender a demanda da comunidade. Continuando a resposta, os recursos virão da arrecadação, busca de verbas para investimentos e não serão criados novos impostos.

3) Fernando Campos, Professor Universitário e Publicitário
Creio que o desafio mais grave seja um projeto de infraestrutura, estamos crescendo muito e pouco está se fazendo para amenizarmos o problema do trânsito principalmente. O que está sendo feito nesse sentido pela Prefeitura?

Conseguimos o PAC da Mobilidade Urbana. O projeto prevê a criação de novos viadutos, túneis, corredores estruturais para ônibus, abertura de ruas e avenidas, ciclovias e ciclofaixas. Já conseguimos o viaduto da Henry Nestlé na região leste, que desafogou o trânsito naquela área, abrimos a rotatória da Avenida Presidente Vargas com a João Fiúsa. Vamos abrir a rotatória da avenida Independência com a João Fiúsa, também. Vamos abrir a avenida Coronel Fernando Ferreira Leite até a avenida Caramuru (são quase 3 km). Vamos duplicar 5 km da avenida Antônia Mugnatto Marincek, o que beneficiará mais de 80 mil moradores da região do Ribeirão Verde. Também serão implantados 5 km de ciclovia naquela região. Estamos discutindo o Plano de Mobilidade Urbana, que é um documento que vai preparar Ribeirão Preto para os próximos 30 anos. Já está pronto e vou enviar em 2014 para a Câmara Municipal. Será feita audiência pública para apresentação do Plano para a população.

4) Paulo Antonio Secaf, médico
Gostaria de saber da nossa prefeita o que ela planeja para o trânsito de nossa cidade, melhoria de nossas vias e do transporte coletivo.

Já começamos. A Prefeitura de Ribeirão Preto tem trabalhado muito pelo transporte público. Investir em ônibus, terminais, miniterminais e na estrutura de ruas e avenidas têm sido alguns de nossos grandes trabalhos. Inauguramos o terminal de ônibus ao lado do RibeirãoShopping, por onde passam, diariamente, mais de 12 mil passageiros. O modelo do terminal de lá é o que quero aplicar nos próximos terminais: guichês para recarregar o bilhete, lanchonete, bicicletário, sala de espera, banheiros feminino e masculino, banheiro para motoristas e fraldário. O passageiro precisa de comodidade e conforto. Já verificamos também a área próxima ao Novo Shopping para a implantação de um novo terminal lá e o projeto executivo para a implantação do terminal na avenida Jerônimo Gonçalves (e dos três miniterminais no entorno) ficará pronto neste mês de janeiro. Outro grande passo que foi dado por esta administração: renovamos e aumentamos a frota do transporte coletivo, implantamos mais linhas e itinerários, além da tarifa única para os passageiros e do Passe Livre para os estudantes da rede pública. Implantamos a terceira faixa nas avenidas Francisco Junqueira, Independência (entre a Nove de Julho e a Itatiaia) e Meira Júnior. Vamos implantar 56 km de corredores estruturais para ônibus. Implantamos o monitoramento de GPS em toda frota de ônibus, por meio do qual a Transerp consegue fiscalizar, on-line, em tempo real a operação do transporte: o horário, o tempo de parada e a velocidade do veículo, para que o passageiro seja atendido com mais agilidade e segurança. Com o PAC da Mobilidade que conseguimos junto ao Governo Federal, vamos construir túneis, viadutos para dar fluidez no trânsito. Inclusive, com a abertura da avenida Antonia Mugnatto Marincek, na entrada do Ribeirão Verde, por onde passam, diariamente, cerca de 80 mil veículos.

5) Fernanda Bueno, Advogada
Ribeirão Preto está crescendo de forma acentuada. A administração pública estuda pedágio urbano para reduzir a tarifa de ônibus. Esta medida é viável? O que mais poderia ser feito?
Não será implantado pedágio urbano. Hipótese descartada.

6) Cassiano Merussi Neiva, pesquisador e professor universitário
Bom, faço duas perguntas para a prefeita Dárcy.

1 - Incomoda a todos a situação mal resolvida da Internacionalização do Aeroporto Leite Lopes. Notícias diversas correm na contramão e nunca sabemos em que pé está a situação. Até quando vai isso? E, a exemplos recentes de tantas outras cidades de médio e grande porte no Brasil, não seria melhor a construção de um novo aeroporto internacional, em um local devidamente planejando, visando um também crescimento planejado da cidade, deixando o Leite Lopes para operações particulares de aeronaves de porte menor ou algo assim, uma vez que ele já está dentro da cidade? O Leite Lopes não será em breve um futuro “Congonhas” de Ribeirão?

O Aeroporto Leite Lopes tem toda condição de ser um dos maiores aeroportos do interior do Brasil. É bem localizado e tem estrutura para ser um aeroporto internacional de cargas e passageiros. O trabalho tem sido árduo, mas o governador Geraldo Alckmin tem sido sensível e percebeu a importância que esse aeroporto terá no futuro. Todos os investimentos têm sido no sentido ampliação de serviços e voos. Conseguimos um terminal internacional de cargas da Tead Brasil, que terá três andares, inclusive com espaços climatizados para armazenamento de materiais que precisam de conservação antes e depois do transporte, como insumos, vacinas, remédios... Também conseguimos com o Daesp (Departamento Aeroviário de São Paulo) o convênio para a internacionalização do aeroporto, que assinei com o Governador Geraldo Alckmin, no ano passado e foi refeito este ano. Se não fosse possível a internacionalização, não teríamos conseguido esse convênio. Portanto, o Aeroporto Leite Lopes será internacionalizado. Afinal, depois de muita luta, já temos o cronograma para essa internacionalização. Quase toda semana recebo em meu gabinete empresários, sindicalistas, representantes de indústrias, que pedem para que eu intervenha, junto ao Estado, pelo cumprimento do cronograma. Temos pressa. Internacionalizar o Leite Lopes significa mais empregos, mais oportunidades, mais geração de renda e mais comodidade aos passageiros, afinal, muitas viagens que temos de fazer de Viracopos, em Campinas, ou de Guarulhos ou Congonhas, em São Paulo, poderão ser feitas diretamente de nossa cidade. Não posso te dar respostas técnicas, mas como prefeita tenho trabalhado junto ao Daesp e ao Governo do Estado de São Paulo para que o nosso aeroporto seja competitivo. E vamos conseguir.


2 - Quanto à Fatec (com formação de qualidade questionável) ou as especulações de um Campus de uma Universidade Federal (sabidamente deteriorada há anos nesse País) na cidade, ao invés de ficar batendo cabeça com o PSDB, não teria sido melhor, convidar uma de nossas Universidades Estaduais de renome (por exemplo Unesp ou Unicamp), que vislumbram uma unidade em Ribeirão Preto, para a exemplo de outros municípios do estado (Bauru, Piracicaba, São José dos Campos, Marília, São José do Rio Preto) termos duas IES Estaduais de padrão de qualidade internacional reconhecidas em Ribeirão Preto em 2014?

Conseguimos o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, junto ao Governo Federal. Estive em Brasília com o deputado federal Newton Lima (PT) para solicitar a implantação do Instituto em Ribeirão Preto. E conseguimos! Ele deve ser inaugurada no segundo semestre do ano que vem, já com 400 vagas abertas em diversos cursos. E conseguimos a autorização do Ministério da Educação (MEC) também para a implantação de um Campus do Instituto em nossa cidade, onde teremos cursos de graduação e pós-graduação. Encaminhei o pedido para que ele seja instalado na área da antiga Cianê, nos Campos Elíseos, onde há facilidade de acesso por duas grandes avenidas, e também onde há grande demanda por qualificação. Sobre a Fatec, depois de muita luta, também a conquistamos para Ribeirão Preto. Todos querem ser pai da Fatec, mas foi nesta administração que ela se viabilizou. O pedido para que fosse instalada na região Norte, com fácil acesso, foi um pedido da população. Porém, não desisto. Ainda sonho em ver uma faculdade lá e indiquei a área para o MEC para implantação do Campus de Graduação e Pós-graduação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia.
Dizem que sou teimosa e que brigo com o Governador. Mas a Fatec, a Agrishow e a Internacionalização do Aeroporto Leite se tornaram possíveis depois que me posicionei e cobrei de forma incisiva o governador Geraldo Alckmin. Tivemos muitas saias justas, mas fiz tudo por Ribeirão. Nada pessoal. A imprensa dá mais importância às discussões do que ao resultado. Discordo, sim, de algumas posições do Governo do Estado, mas também elogio. Foi nesta administração e com a sensibilidade do governador que viabilizamos essas obras que são importantes para a cidade. Não posso deixar de elogiar também o viaduto da Henry Nestlé. Gratidão não tem partido político. Sou grata a ele pelas obras para nossa cidade.

7) João Batista Nascimento, bacharel em Direito
A pergunta que faço para a senhora prefeita é referente à retirada da Cetrem do Bairro Campos Elíseos, que ficou à mercê dos andarilhos e foi objeto de promessa eleitoral que não se concretizou. Até quando senhora prefeita?

A Prefeitura está à procura de área adequada para retirar a Cetrem dos Campos Elíseos. Estamos procurando o local ideal. Quero que seja um local mais amplo, com mais infraestrutura, para trabalhar o assistido, com atividades esportivas, plantios de hortas, cultura e reinserção social. Junto da Secretária de Assistência Social, Maria Sodré, tenho trabalhado e visitado vários locais, porém muitos deles em áreas residenciais. Inclusive, pedindo dicas para a população, de imóveis com grande área que estejam disponíveis. Recebi até algumas mensagens em meu Facebook com essas indicações e estamos verificando. Quem ler a matéria e tiver alguma área que considera ideal, avise-nos. Sim, é um compromisso que assumi e será cumprido.

8) Mário Franco, operador hospitalar

A Saúde está passando por um momento de colapso, principalmente na área pública. Nem sempre atendendo as urgências de forma imediata, com UBS’s precárias e UPA insuficiente para uma cidade com o porte de Ribeirão. Uma sugestão é a criação de mais UPA e uma logística de triagem e direcionamento dos casos de menor gravidade no caso de atendimento com especialista e consultas de ambulatório.
Qual a ação da prefeitura para a solucionar a saúde em 2014?

A Saúde de Ribeirão Preto atrai muitos moradores de cidades vizinhas. Prova disso é o nosso cadastro da rede municipal: temos cerca de 700 mil habitantes, mas o cadastro conta com mais de 1,5 milhão de pacientes. A Prefeitura tem trabalhado incansavelmente pela Saúde, por mais investimentos, mais estrutura e por um atendimento cada vez melhor. Implantamos a primeira UPA de Ribeirão Preto, na Avenida Treze de Maio, onde são feitos, diariamente, mais de 900 atendimentos. Conquistamos o Hospital Santa Lydia, com mais leitos para atendimento ao SUS. Também conseguimos a liberação para a implantação de mais duas UPAs, a da Vila Virgínia e a da Via Norte. Também vamos transformar o Posto da Cuiabá em UPA 24h. Recentemente, mais uma grande conquista, anunciada pelo Ministro Alexandre Padilha, em visita a Ribeirão Preto na última sexta-feira (20): ele garantiu a viabilidade para a implantação da UPA 24h no Ribeirão Verde, uma região que compreende grandes bairros que totalizam uma população de cerca de 100 mil pessoas. Com essas UPAs, vamos ampliar o atendimento e ter mais estrutura. Já conseguimos com o Ministério da Saúde 20 ambulâncias – duas delas são veículos 4X4, que podem chegar a regiões de difícil acesso. Temos equipes de atendimento domiciliar (SAD), que presta os atendimentos à população em casa e é muito elogiado pela população atendida. Vamos continuar com esses projetos e investimentos, para melhorar cada vez mais a Saúde em Ribeirão Preto.

Dárcy Vera responde perguntas de A Cidade

Quando será revitalizado realmente o Calçadão? É possível cravar um prazo realista para a obra e por que até agora isso não foi feito?

Obras realizadas assim, a céu aberto, estão sujeitas a alterações de prazo por conta das chuvas. O Calçadão ainda tem uma particularidade, que é ser uma região por onde passam muitas pessoas diariamente, a pé. Ou seja, precisamos fazer algumas interrupções, como neste período de Natal, para não atrapalhar os consumidores e os comerciantes. Tenho certeza que, assim que terminado, o Calçadão será um dos mais bonitos do Brasil, com grande conforto e organização para todos que passam ou que trabalham lá.

Como desatar o nó para colocar em prática a PPP do Lixo?

Como já disse em uma das perguntas acima, a PPP da limpeza pública continua a ser debatida para ser viabilizada. O contrato atual, que está em vigor, prevê varrição de apenas 50% da cidade. É necessário deslocar equipes para cobrir todos os bairros. Com a implantação da PPP de limpeza pública, vamos chegar a 100% de varrição. Inclusive com a implantação de ecopontos para coleta de resíduo da construção civil, sofás, carcaças de geladeiras etc. Implantação de seis centros de triagens, para seleção de material reciclável, conforme acordo com Ministério Público e representantes de movimentos sociais. Isso vai gerar muitos empregos, porque serão contratos pessoas dos próprios bairro, que chamamos de agentes ambientais. Com isso, também vamos ampliar significativamente a coleta seletiva.


Ribeirão está preparada para receber a Seleção da França?

Sim. E quem diz isso não sou eu, mas a FIFA, que selecionou nossa cidade como uma das cidades-base da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Também quem diz isso é a Federação Francesa, que visitou nossa cidade por diversas vezes. A FIFA e a Seleção Francesa visitaram 22 cidades e escolheram Ribeirão. Os representantes da seleção verificaram hotéis, bares, restaurantes, centros de treinamento, campos e toda a estrutura do município. Estamos preparados e tenho certeza que será um grande momento para Ribeirão Preto. Estamos na copa, não como meros espectadores, mas como protagonistas diretos. Estão previstos 15 mil turistas estrangeiros em nossa cidade durante a Copa do Mundo. Se formos contar o número de turistas brasileiros, chegaremos a 50 mil turistas. A estimativa é que todos eles gastem cerca de R$ 165 milhões em nosso município e região, o que vai fomentar o comércio, gerar empregos, oportunidades e movimentar nossa economia.

O que a senhora acha das críticas quanto à destinação do Pedro II para sala de imprensa da Seleção Francesa?

O Theatro Pedro II é um patrimônio de nossa cidade. Uma das construções mais bonitas do Brasil. Em minha opinião, um dos teatros mais bonitos do mundo. Os Franceses fizeram uma pesquisa sobre os pontos culturais e acharam que o Theatro Pedro II é o local que os ribeirão-pretanos mais se orgulham na área cultural. E eles querem mostrar nossa cultura para o mundo. Os detalhes sobre seu uso ainda estão sendo definidos.

Como vai ficar a questão da falta de professores na rede municipal de ensino?

A manutenção de professores emergenciais na rede municipal de ensino é fundamental para que os alunos não fiquem sem aulas ao longo do ano. A principal função desses professores emergenciais é o de substituir os professores efetivos e concursados quando faltam por licença- -maternidade, licença-médica, licença-prêmio, afastamentos etc... A administração municipal não pode contratar um professor efetivo para substituir outro professor efetivo. Quando o professor efetivo (concursado) faltar pelos motivos acima citado, é necessário chamar um professor emergencial para cobrir a falta. Assim irá garantir que o aluno tenha aula e não seja prejudicado com as ausências. O que a administração quer é professor dentro de sala de aula. A Secretaria de Educação tem cerca de 3 mil professores. Em média, ao longo do ano, a educação possui um índice de ausência de professores ao trabalho que fica em torno de 20% e os professores emergenciais cobrem estas faltas. A Secretaria da Educação já chamou 155 professores concursados, que foram aprovados no último concurso público. A contratação de professores efetivos para a Educação não parou e não vai parar, mas serão necessários professores emergenciais para cobrir o alto índice de abstenção. Para o bom funcionamento e andamento do ano letivo, são fundamentais os professores emergenciais. Os alunos não podem serem prejudicados por ausência de professores em sala de aula.

Na área da Saúde, a senhora considera satisfatória a atuação das unidades básicas? O que vai ser feito para melhorar a questão do atendimento por parte do município?

Já tivemos grandes conquistas. Modernizamos o “Raios X”, que agora é feito de maneira digitalizada e não com aquelas chapas antigas, o que dá maior precisão e mais agilidade. Também abrimos concurso público para a Saúde, para ampliar o corpo de profissionais. Além da UPA da 13 de Maio, conseguimos, junto ao Ministério da Saúde, mais quatro que devem ser implantadas em nossa cidade: a do Quintino, a da Vila Virgínia, a do Ribeirão Verde e a transformação do Posto da Cuiabá em UPA 24. Ribeirão Preto investe na Saúde mais do que é recomendado pelo Governo Federal: aplicamos quase 30% da verba em Saúde. Vamos continuar trabalhando nessa linha: buscando investimentos, aplicando recursos municipais e ampliando o atendimento na rede.

Como está a questão da distribuição de casas populares e como zerar a demanda em Ribeirão Preto?

Ribeirão Preto é o município brasileiro com o maior índice de resolutividade do Programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. Conseguimos viabilizar e entregar 100% dos nossos protocolos de construções de casas populares. Inclusive, nossa cidade foi reconhecida pela Caixa Econômica Federal, no prêmio Melhores Práticas, como uma das 35 cidades com os melhores projetos sociais, justamente com nosso trabalho na Habitação Social. A solução para zerar a demanda da habitação no município é continuar trabalhando incansavelmente, como estamos, para dar oportunidades da casa própria para a população. Claro que não é fácil. A demanda ainda é grande. Vamos continuar protocolando pedidos no Governo Federal, vamos continuar com o trabalho da Cohab-RP e também com a CDHU, do Governo Estadual, para viabilizar todas as construções. Ainda há muito o que fazer e tenho pressa.

Como resolver a questão da falta de estrutura nos novos bairros e conjuntos habitacionais? Isso será priorizado em 2014?

Quando são implantados os conjuntos habitacionais, é também feito acompanhamento com toda a equipe, inclusive assistentes sociais, que fazem um trabalho intenso, dia a dia, nos conjuntos habitacionais. Nas regiões onde construímos casas, também pleiteamos a implantação dos chamados equipamentos sociais: creches, escolas, centros de saúde, áreas de lazer... Todo esse trabalho é feito e continuará a ser realizado nos próximos anos, junto de minha luta por mais unidades habitacionais.

Na sua opinião, qual o principal desafio da Prefeitura em 2014? Ainda é o financeiro? Acha que quando passar o governo, terá conseguido zerar o déficit de caixa?

Meu principal desafio é concluir todos os projetos anunciados. Tenho apenas 36 meses e muitos projetos a fazer. Terei uma verdadeira maratona de trabalho para viabilizar todos os nossos investimentos, junto do equilíbrio das contas da Prefeitura. São só 36 meses para a construção das novas UPAs, para a perfuração de mais poços, construção de reservatórios, implantação de túneis e viadutos, duplicação da Avenida Antonia Mugnatto Marincek (na entrada do Ribeirão Verde), implantação de Centros Esportivos (serão três diferentes em nossa cidade), e tantos outros projetos. São apenas 36 meses para dar andamento a todo esse grande trabalho. Esse é meu maior desafio.

E os buracos e a má qualidade do asfalto? A simples troca de secretário pode ser a solução sem cuidar da parte do asfalto?

Não é apenas uma simples troca de secretário. A chegada da Isabel de Farias, nova Secretária de Infraestrutura, traz um novo perfil. O Marinho Sampaio desempenhou um grande papel à frente da Infraestrutura. Ia para as ruas, acompanhava de perto o serviço e o trabalho das equipes. A Isabel me procurou com boas ideias e projetos para a área. A Prefeitura tapa, em média, 800 buracos por dia. A Isabel mapeou todas as regiões e em breve dará uma coletiva de imprensa apresentando o novo modelo de trabalho. Posso adiantar que serão equipes fixas nos bairros e o trabalho será contínuo. A população poderá opinar e acompanhar o serviço, bem como nos ajudar, postando ou indicando os locais onde o trabalho precisa ser feito. O asfalto de vários bairros é muito antigo e alguns locais necessitam de recapeamento. Fizemos o levantamento das principais ruas, avenidas, corredores comerciais para recapeamento. Vamos colocar o projeto debaixo do braço e buscar essa verba. Vamos visitar o governo paulista e a união. Se vamos conseguir, eu não sei. Só sei que vamos correr atrás para tentar viabilizar. Eu não desisto nunca.

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