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Terça, 04 de Outubro de 2011 - 10h28

Giro acompanha os bastidores da sessão que cassou Oliveira Jr.

Juliana Rangel

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Foto: Tiago de Brino / EspecialIntegrantes do grupo ‘Por uma Ribeirão Melhor'; clique para ver mais fotos da sessãoIntegrantes do grupo ‘Por uma Ribeirão Melhor'; clique para ver mais fotos da sessão

As 10 horas de sessão extraordinária do último sábado (3), na Câmara de Ribeirão Preto, resultaram na cassação do mandato do vereador Oliveira Junior (PSC) por dirigir alcoolizado e desacatar policiais.

O cansaço era visível nos semblantes dos 19 parlamentares e das poucas pessoas que acompanharam todo o processo - da leitura à votação da ata.

Atraso

A votação começou às 8h15 sem Walter Gomes (PR), que chegou às 8h35. Cauteloso, ele foi sempre o último parlamentar a apertar o botão do sim para a cassação.

Com um intervalo de apenas 30 minutos para o almoço, os vereadores tiveram que comer no local. Arroz, carne, salada, além de água, café e frutas estavam à disposição deles.

Todos os detalhes

Oliveira não compareceu à sessão, mas foi representado por seu assessor Cleber Antônio Maldaner, que não arredou o pé do plenário enquanto não foi definido o destino do parlamentar. Um profissional de filmagem contratado por Oliveira também registrou as 10 horas da sessão.

‘Espiã’ na Câmara

No meio da sessão de cassação, os parlamentares foram surpreendidos pela visita da ex-vereadora Fátima Rosa (PT), que se sentiu em casa, e até mesmo entrou no plenário e se sentou na cadeira de Gilberto Abreu (PV).

O presidente da Casa, Nicanor Lopes (PSDB), não gostou do que viu e pediu para Fátima se levantar. Porém, ela apenas mudou de cadeira e permaneceu no local, conversando com alguns assessores. Em sessão, até mesmo a imprensa é proibida de entrar no plenário de votação.

Sem participação

Léo Oliveira (PMDB), que já trabalhou ao lado de Oliveira Junior em um programa de TV, optou por não ler o processo. Os dois, que não se falam desde o fim da parceria, já trocaram ‘farpas’ várias vezes.

Já Regina Maria Brandeburgo, de 62 anos, representante do Gapci (Grupo de Ação Pró-Cidadania), que fiscaliza a Câmara, chegou ao local às 8h e só saiu de lá no fim da votação. Com um caderninho, ela anotou todos os passos dos parlamentares. 

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